quarta-feira, 8 de agosto de 2012

EXCLUSIVO NOVA LIÇÃO DA CPAD 4ºTRIMESTRE2012

Quarto Trimestre na Escola Dominical das Lições CPAD terá "Profetas Menores" como tema
Já está definido o tema da Revista de Jovens e Adultos produzida pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus para o 4º Trimestre de 2012: Os Doze Profetas Menores - advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo.

Confira o tema que será estudado em cada domingo: 

Lição 1: A Atualidade dos Profetas Menores
Lição 2: Oséias - A Fidelidade no Relacionamento com Deus
Lição 3: Joel - O Derramamento do Espírito Santo
Lição 4: Amós - A Justiça Social como Parte da Adoração
Lição 5: Obadias - O Princípio da Retribuição
Lição 6: Jonas - A Misericórdia Divina
Lição 7: Miquéias - A Importância da Obediência
Lição 8: Naum - O Limite da Tolerância Divina
Lição 9: Habacuque - A Soberania Divina Sobre as Nações
Lição 10: Sofonias - O Juízo Vindouro
Lição 11: Ageu - O Compromisso do Povo da Aliança
Lição 12: Zacarias - O Reinado Messiânico
Lição 13: Malaquias - A Sacralidade da Família
 O comentarista é o Pastor Esequias Soares líder da Assembleia de Deus em Jundiai (SP) e também Presidente do Conselho de Apologética da CGADB. É formado em Apologista e Lingua e Literatura Hebraica. É professor de Teologia, Grego, Hebraico e Apologia cristã. É Conferencista. Pesquisador, Escritor. É autor de diversos livros, dentre eles, "Analisando o Divórcio à Luz da Bíblia", "Manual de Apologética Cristã", "Oséias" (Série: Comentário Bíblico)", e "Visão Panorâmica do Antigo Testamento".

www.franciscoevangelista.com
 


domingo, 15 de julho de 2012

ENTRE O PÚLPITO E A URNA

ENTRE O PÚLPITO E A URNA
São Paulo terá ao menos 15 pastores evangélicos candidatos

Igrejas evangélicas com diferentes denominações terão pelo menos 15 pastores que concorrerão a vagas na Câmara de São Paulo, segundo levantamento feito pelo UOL com base em dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
  De acordo com o tribunal, o PSDB encabeça a lista, com quatro representantes: os pastores Hideraldo Pagliarin, da Comunidade Cristã Paz e Vida, José Pagliarini Filho, da Igreja do Evangelho Quadrangular, Everson Marcos, da Igreja Quadrangular, e a missionária Edilaine Pires, da Catedral da Benção.
  “O Brasil está se tornando um país evangélico e a tendência é que os partidos se evangelizem também”, afirma Daniel Sottomaior, presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos).
  Dados do Censo Demográfico 2010, divulgados em junho pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que a população evangélica no país passou de 15,4% do total para 22,2% nos últimos dez anos e hoje contabiliza 42,3 milhões de pessoas. É a segunda religião com o maior número de adeptos no país, atrás da católica.

Caça-votos
   “Os partidos políticos querem candidatos que tenham votos. Eles pensam: ‘O que é melhor, lançar um ateu para ter 5.000 votos ou um evangélico que tenha 20 mil? ’”, afirma o vereador Carlos Apolinário (DEM), membro da bancada evangélica da Câmara de São Paulo e ligado à Assembleia de Deus.
  “Mas nem todo evangélico vota em evangélico. O dia em que evangélico votar só em evangélico vamos fazer metade da Câmara e colocar um presidente no 2º turno das eleições. Mas os partidos não têm essa consciência, acham que existe um alinhamento automático entre a fé do cidadão e a fé do político em quem ele vota”, diz Apolinário.
   Para Sottomaior, pastores que concorrem nas eleições “são um bom negócio para as legendas, que tem um candidato que não parte do zero, já tem um público que o vê como autoridade moral e intelectual, e são seus potenciais eleitores”.
   A missionária Edilaine diz que “o evangélico se conscientiza mais a cada dia". "Não basta o candidato ser evangélico, precisa ter carisma, estar próximo do fiel para conseguir o voto. O missionário que chega, abraça sem fazer acepção, está próximo, que mostra carinho por todos tem mais chance de conseguir o voto."
   Para ela, com o crescimento dos evangélicos do país, "mais partidos irão se aproximar para caminhar junto”.
   Segundo o censo, as igrejas Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus e Igreja Internacional da Graça de Deus reúnem cerca de 706 mil pessoas em São Paulo, cerca de 8% do total de eleitores. Nas eleições municipais de 2008 um vereador precisou, em média, de 25 mil votos para se eleger.

Pastores
Além dos missionários lançados pelo PSDB, o PRB aposta nos pastores Jean Madeira, que está à frente da Força Jovem Brasil, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus (da qual seu partido é uma espécie de braço político), e Jefferson Julião.
O PP lançou candidato o pastor Edemilson Chaves, ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus, e o PHS terá o pastor João Lisboa. O PV conta com o pastor Matusalem Cunha, da Assembleia de Deus, e o DEM com o pastor Atalaia, da Igreja Evangélica Missão Atalaia.
Participam também da corrida eleitoral por uma vaga na câmara os pastores Moisés (PSC), Claudio Rogério Modesto (PDT), o apóstolo Celso Salgueiro (PMDB), da Igreja Evangélica do Povo de Deus, o bispo Fernando de Oliveira (PHS), e a pastora Léa (PTN).

Pressão
A força dos evangélicos na política foi demonstrada em 2010, quando a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, precisou convocar uma reunião com pastores para dar explicações sobre o aborto e o casamento gay, consideradas flexiveis demais pelos religiosos.
Fernando Haddad (PT), candidato à Prefeitura de São Paulo, também sofreu pressão da bancada evangélica no Congresso Nacional. Em 2011, titular no Ministério da Educação, viu a tentativa de distribuição de um kit anti-homofobia nas escolas públicas --conhecido como "kit gay"--ser vetada pela presidente Dilma, após protestos da bancada evangélica.

Data: 15/7/2012 13:20:58
Fonte: UOL   / site :
http://creio.com.br/

terça-feira, 3 de julho de 2012

Subsidio da 2ªlição de domingo 8/07/12

Crente Fica Doente?
Creio em milagres. Creio que Deus cura hoje em resposta às orações de seu povo. Durante meu ministério pastoral, tenho orado por pessoas doentes que ficaram boas. Contudo, apesar de todas as orações, pedidos e súplicas que os crentes fazem a Deus quando ficam doentes, é um fato inegável que muitos continuam doentes e eventualmente, chegam a morrer acometidos de doenças e males terminais. Uma breve consulta feita à Capelania Hospitalar de grandes hospitais de algumas capitais do nosso país revela que há números elevados de evangélicos hospitalizados por todos os tipos de doença que acometem as pessoas em geral. A proporção de evangélicos nos hospitais acompanha a proporção de evangélicos no país. As doenças não fazem distinção religiosa. Para muitos evangélicos, os crentes só adoecem e não são curados porque lhes falta fé em Deus. Todavia, apesar do ensino popular que a fé nos cura de todas as enfermidades, os hospitais e clínicas especializadas estão cheias de evangélicos de todas as denominações – tradicionais, pentecostais e neopentecostais –, sofrendo dos mais diversos tipos de males. Será que poderemos dizer que todos eles – sem exceção – estão ali porque pecaram contra Deus, ficaram vulneráveis aos demônios e não têm fé suficiente para conseguir a cura?
É nesse ponto que muitos evangélicos que adoeceram, ou que têm parentes e amigos evangélicos que adoeceram, entram numa crise de fé. Muitos, decepcionados com a sua falta de melhora, ou com a morte de outros crentes fiéis, passam a não crer mais em nada e abandonam as suas igrejas e o próprio Evangelho. Outros permanecem, mas marcados pela dúvida e incerteza. Eu gostaria de mostrar nesse post, todavia, que mesmo homens de fé podem ficar doentes, conforme a Bíblia e a História nos ensinam.
1. Há diversos exemplos na Bíblia de homens de fé que adoeceram. Ao lermos a Bíblia como um todo, verificamos que homens de Deus, cheios de fé, ficaram doentes e até morreram dessas enfermidades. Um deles foi o próprio profeta Eliseu. A Bíblia diz que ele padeceu de uma enfermidade que finalmente o levou a morte: “Estando Eliseu padecendo da enfermidade de que havia de morrer” (2Re 13.14). Outro, foi Timóteo. Paulo recomendou-lhe um remédio caseiro por causa de problemas estomacais e enfermidades freqüentes: “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23).
Ao final do seu ministério, Paulo registra a doença de um amigo que ele mesmo não conseguiu curar: “Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto” (2Tm 4.20).
O próprio Paulo padecia do que chamou de “espinho na carne”. Apesar de suas orações e súplicas, Deus não o atendeu, e o apóstolo continuou a padecer desse mal (2Co 12.7-9). Alguns acham que se tratava da mesma enfermidade da qual Paulo padeceu quanto esteve entre os Gálatas: “a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto” (Gl 4.14). Alguns acham que era uma doença nos olhos, pois logo em seguida Paulo diz: “dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar” (Gl 4.15). Também podemos mencionar Epafrodito, que ficou gravemente doente quando visitou o apóstolo Paulo: “[Epafrodito] estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2.26-27).
Temos ainda o caso de Jó, que mesmo sendo justo, fiel e temente a Deus, foi afligido durante vários meses por uma enfermidade, que a Bíblia descreve como sendo infligida por Satanás com permissão de Deus: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se” (Jó 2.7-8). O grande servo de Deus, Isaque, sofria da vista quando envelheceu, a ponto de não saber distinguir entre Jacó e Esaú: “Tendo-se envelhecido Isaque e já não podendo ver, porque os olhos se lhe enfraqueciam” (Gn 27.1). Esses e outros exemplos poderiam ser citados para mostrar que homens de Deus, fiéis e santos, foram vitimados por doenças e enfermidades.

2. O mesmo ocorre na História da Igreja. Nem mesmo cristãos de destaque na história da Igreja escaparam das doenças e dos males. João Calvino era um homem acometido com freqüência de várias enfermidades. Mesmo aqueles que passaram a vida toda defendendo a cura pela fé também sofreram com as doenças. Alguns dos mais famosos acabaram morrendo de doenças e enfermidades. Um deles foi Edward Irving, chamado o pai do movimento carismático. Pregador brilhante, Irving acreditava que Deus estava restaurando na terra os dons apostólicos, inclusive o da cura divina. Ainda jovem, contraiu uma doença fatal. Morreu doente, sozinho, frustrado e decepcionado com Deus.
Um outro caso conhecido é o de Adoniran Gordon, um dos principais líderes do movimento de cura pela fé do século passado. Gordon morreu de bronquite, apesar da sua fé e da fé de seus amigos. A. B. Simpson, outro líder do movimento da cura pela fé, morreu de paralisia e arteriosclerose. Mais recentemente, morreu John Wimber, vitimado por um câncer de garganta. Wimber foi o fundador da igreja Vineyard Fellowship (“A Comunhão da Vinha ou Videira”) e do movimento moderno de “sinais e prodígios”. Ele, à semelhança de Gordon e Simpson, acreditava que pela fé em Cristo, o crente jamais ficaria doente. Líderes do movimento de cura pela fé no Brasil também têm ficado doentes. Não poucos deles usam óculos, para corrigir defeitos na vista e até têm defeito físico nas mãos.

O meu ponto aqui é que cristãos verdadeiros, pessoas de fé, eventualmente adoeceram e morreram de enfermidades, conforme a Bíblia e a História claramente demonstram. O significado disso é múltiplo, desde o conceito de que as doenças nem sempre representam falta de fé até o fato de que Deus se reserva o direito soberano de curar quem ele quiser.
Fonte: blog, o temporas! o mores!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pastorado, Erudição e Avivamento em Jonathan Edwards

Pastorado, Erudição e Avivamento em Jonathan Edwards
Por: Franklin Ferreira
No começo do século dezoito, era visível nas treze colônias – que em breve seriam conhecidas como Estados Unidos – o declínio da fé evangélica, provocado pela influência do processo colonizador, com seu subsequente aumento populacional, sucessão de guerras brutais e declínio da espiritualidade dos ministros. Em 1726, um avivamento começou a irromper nas congregações reformadas holandesas em New Jersey, com as pregações de Theodore Frelinghuysen. Pouco depois, este avivamento alcançou os presbiterianos escoceses, por meio das pregações de William Tennant, Gilbert Tennant e Samuel Davies.
A vinda do avivamento
Jonathan Edwards nasceu em 1703, único filho homem de Timothy Edwards, que era pastor congregacional em East Windsor, Connecticut. Pouco antes de completar 13 anos entrou no Yale College, em New Haven, Connecticut. Em 1720, recebeu o grau de bacharel, e aos 20 anos recebeu o grau de mestre em Artes. Em abril ou maio de 1721 experimentou a conversão: "A partir daquele tempo, comecei a ter um novo tipo de compreensão e ideias a respeito de Cristo, e da obra da redenção e do glorioso caminho da salvação através dele. Eu tinha um doce senso interior destas coisas, que às vezes vinham ao meu coração; e a minha alma era conduzida em agradáveis vistas e contemplações delas. E a minha mente estava grandemente engajada em gastar meu tempo em ler e meditar sobre Cristo; e a beleza e a excelência de Sua pessoa, e o amável caminho da salvação, pela livre graça nEle... Este senso que eu tinha das coisas divinas frequentemente e repentinamente se inflamava, como uma doce chama em meu coração; um ardor da alma, que eu não sei expressar".
Após servir numa pequena igreja presbiteriana em New York, voltou a Yale como tutor. E, em 1727, foi ordenado ao pastorado, servindo como auxiliar na congregação pastoreada por seu avô, Solomon Stoddart, no ministério de uma igreja congregacional em Northampton, Massachusetts. Ele diz de sua consagração: "Dediquei-me solenemente a Deus e o fiz por escrito, entregando a mim mesmo e tudo que me pertencia ao Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, para não me comportar como quem tivesse direitos de forma alguma... travando, assim, uma batalha com o mundo, a carne e Satanás até o fim da vida". Ele se casou aos 24 anos, em 1728, com Sarah Pierrepont, filha de um pastor. Ela era uma mulher de rara intelectualidade, porém, como seu marido, totalmente devota à gloria de Deus, e a uma experiência de oração que a levava algumas vezes a quase falência física. Sempre acompanhava seu marido nos momentos de oração. Em seu momento devocional diário, ele ia de cavalo para um bosque, e caminhava sozinho, meditando. Ele anotava suas ideias em pedaços de papel e, para não perdê-los, os pendurava em seu casaco. Ao voltar para casa, era recebido por sua esposa, Sarah, que o ajudava a tirar suas notas. Eles tiveram onze filhos, todos cristãos, e sua vida familiar feliz foi um modelo para todos os que o visitaram. Após a morte do avô, cujo pastorado durou sessenta anos, ele assumiu a igreja, em 1729.
No período de 1734-1737, durante uma série de pregações sobre a justificação pela graça por meio da fé, começou um avivamento em sua congregação, que rapidamente se espalhou por Connecticut e New Jersey. Seus ouvintes sentiram as grandes verdades das Escrituras de que toda boca ficará fechada no dia do juízo e que "não há coisa alguma que, por um momento, evite que o pecador caia no inferno, senão o bel prazer de Deus". Em suas palavras, "o Espírito de Deus começou a trabalhar de maneira extraordinária. Muita gente estava correndo para receber Jesus. Esta cidade estava cheia de amor, cheia de alegria, e cheia de temor. Havia sinais notáveis da presença de Deus em quase cada casa". Edwards reconheceu que "mais de 300 almas foram salvas, trazidas para Cristo" em Northampton. Nesta época sua cidade tinha cerca de dois mil habitantes. "Não havia sequer uma pessoa na cidade, velha ou jovem que não estivesse interessada nas grandiosas coisas do mundo eterno (...). O trabalho de conversão era levado adiante da maneira mais surpreendente; as almas vinham, multidões delas, a Jesus Cristo". Nessa época ele escreveu uma obra intitulada Uma fiel narrativa da surpreendente obra de Deus, onde detalha como a conversão cristã ocorre.
Refletindo sobre o avivamento
Ao considerarmos seus escritos, temos um vislumbre de seus interesses e aptidões. Ele escreveu cerca de mil sermões, e seu alvo era levar os homens a entenderem, sentirem e responderem à verdade do evangelho. Seus sermões eram esboçados segundo o método puritano, que incluía a exposição do texto bíblico escolhido, apresentação da doutrina (que era apoiada por outros textos bíblicos) e aplicação às questões do dia-a-dia. Ele colocava sua erudição a serviço de uma clareza deliberadamente simples. Pecadores nas mãos de um Deus irado, pregado em Einfield, Connecticut, em 1741, baseado em Deuteronômio 32.35, é seu sermão mais famoso. Antes desse sermão, por três dias não se alimentara nem dormira; rogara a Deus sem cessar: "Dá-me a Nova Inglaterra!" O povo, ao entrar para o culto, se mostrava indiferente e mesmo desrespeitoso. Edwards iria pregar, e ao dirigir-se para o púlpito, alguém disse que tinha o semblante de quem estivera, por algum tempo, diante de Deus. Sem quaisquer gestos, encostado num braço sobre o púlpito, segurava o manuscrito numa mão, e o lia numa voz calma e penetrante. O resultado do sermão foi como se Deus arrancasse um véu dos olhos da multidão para contemplar a realidade e o horror em que estavam. Em certa altura do sermão, um homem correu para frente suplicando por oração, sendo interrompido pelos gemidos dos homens e mulheres; quase todos ficaram de pé ou prostrados no chão, alguns se agarrando às colunas da igreja, pensando que o juízo final havia chegado. Durante a noite inteira ouviu-se na cidade, em quase todas as casas, o clamor daqueles que, até àquela hora, confiavam em sua própria justiça.
O efeito foi duplo: "Primeiro,... eles abandonavam as suas práticas pecaminosas... Depois que o Espírito de Deus começou a ser derramado tão maravilhosamente de uma maneira geral sobre a vila, pessoas logo deixaram as suas velhas brigas, discussões, e interferências nos assuntos dos outros. A taverna logo foi deixada vazia, e as pessoas ficavam em casa; ninguém se afastava a não ser para negócios necessários ou por causa de algum motivo religioso, e todos os dias pareciam em muitos sentidos, como o dia de domingo. Segundo, eles começavam a aplicar os meios de salvação; leitura, oração, meditação, as ordenanças pessoais; seu clamor era, 'o que devo fazer para ser salvo?'" Na mesma época, entre 1739 e 1741, George Whitefield pregou em doze das treze colônias, e teve um papel central na continuação deste avivamento. Em 1740, chegou a pregar para multidões de até oito mil pessoas durante um mês, em quase todos os dias. Durante estes avivamentos entre 25.000 a 50.000 pessoas se converteram, entrando para as igrejas, sem contar os convertidos que já eram membros das igrejas – nessa época a população das treze colônias era de pouco mais de um milhão de pessoas. E Edwards se tornou um dos mais capazes instrumentos e defensores do avivamento.
Um sermão magistral é a exposição verso por verso de 1João 4, A verdadeira obra do Espírito, que ele pregou no Yale Collegeem 1741. Edwards sabia que problemas acompanham o avivamento, pois Satanás, o qual, segundo ele observou, foi "treinado no melhor seminário teológico do universo", segue a um passo de Deus, pervertendo ativamente e caricaturando tudo quanto o Criador está fazendo. Então, na primeira parte de seu sermão, ele passa a mostrar quais são os sinais que supostamente negam uma obra espiritual. Na segunda parte, então, ele demonstra os sinais bíblicos de uma obra do Espírito Santo. São elas: "Amor por Jesus, Filho de Deus e Salvador dos homens", "agir contra os interesses do reino de Satanás, que busca encorajar e firmar o pecado e fomentar as paixões mundanas nos homens", "profunda consideração pelas Sagradas Escrituras", revelação dos "caráteres opostos do Espírito de Deus e dos outros espíritos que falsificam suas obras" e "se o espírito que está em ação em meio a um povo opera como espírito de amor a Deus e ao homem, temos aí um sinal seguro de que este é o Espírito de Deus".
Seu interesse por temas teológicos se evidencia pela amplidão das suas obras, abordando quase todos os temas doutrinários, legando à cristandade um imenso acervo de livros. Às vezes ele tem sido considerado um teólogo-filósofo, por causa de alguns de seus escritos, mas jamais deixou que a filosofia lhe ensinasse a sua fé ou que o desviasse da Palavra de Deus. Ele extraía das Escrituras as suas convicções, e a verdadeira estatura dele deve ser aquilatada como um teólogo bíblico. Como disse J. I. Packer: "Por toda a sua vida, alimentou sua alma com a Bíblia; por toda a sua vida, alimentou seu rebanho com a Bíblia". Edwards é mais frequentemente estudado por causa da sua descrição agostiniana do pecado humano e da total suficiência da graça de Deus em Cristo por meio do Espírito. Mark Noll diz: "[Para Edwards,] a raiz da pecaminosidade humana era o antagonismo contra Deus; Deus era justificado ao condenar os pecadores que menosprezavam a obra de Cristo em favor deles; a conversão importava numa mudança radical do coração; o cristianismo verdadeiro envolvia não somente compreender algo de Deus e dos fatos das Escrituras, como também um novo 'senso' da beleza, santidade e verdade divinas. (...) Na mente de Edwards, as implicações para a conversão, que este conceito da natureza humana subentendia, ocupavam o lugar principal. Dizia que um pecador, por natureza, nunca escolheria glorificar a Deus, a não ser que o próprio Deus mudasse o caráter daquela pessoa ou – segundo a expressão do próprio Edwards – implantasse um novo 'senso do coração' para amar e servir a Deus. A regeneração, ato de Deus, era a base para o arrependimento e a conversão, que eram ações humanas". Ele cria que o Deus onipotente exigia arrependimento e fé das suas criaturas, então ele proclamava tanto a absoluta soberania de Deus quanto a responsabilidade dos homens em responder ao chamado evangelístico.
Ele também escreveu um livro clássico de psicologia da religião, o Tratado das Afeições Religiosas, de 1746, baseado em uma série de sermões em 1Pedro 1.8. Apesar de ter sido educado para ser lógico e racional, ele argumentava que a religião verdadeira reside no coração, no centro das afeições, emoções e inclinações. Ele detalhava de forma minuciosa os tipos de emoções religiosas que, em grande medida, são irrelevantes à espiritualidade verdadeira, terminando com uma descrição de doze marcas que indicam a presença da verdadeira espiritualidade cristã. Estas provêm de uma fonte divina e sobrenatural, o Espírito Santo, que irá gerar no fiel atração a Deus e seus caminhos por amor a ele, paixão pela beleza da santidade divina, novo conhecimento, convicção de que as verdades proclamadas pela fé cristã são concretas, humildade, regeneração, um espírito semelhante ao de Cristo, temor a Deus, equilíbrio entre as várias virtudes cristãs, anseio por Deus e comportamento guiado pela Escritura, em cumprimento à prática cristã. A análise cuidadosa de Edwards sobre a fé genuína enfatizava que não era a quantidade de emoções que indicava a presença da verdadeira espiritualidade, mas as origens de tais afeições em Deus, e a sua manifestação em obras que o glorifiquem. Como Beeke & Pederson escrevem, "esta tem sido, há muito, considerada por muitos historiadores como sua obra mais influente". Em 1749 ele publicou um livro de memórias intitulado A vida de David Brainerd, um evangelista que viveu durante um tempo com sua família e morreu em Northampton, em 1747. Ao elaborar seu ensino sobre a conversão, Edwards usou-o como um estudo de caso, pontuando extensas reflexões sobre a vida e o ministério de Brainerd.
Por causa da influência de seus escritos, ele é considerado o maior teólogo e filósofo surgido nos Estados Unidos. Lloyd-Jones, que devia muito aos escritos de Edwards, disse: "Eu sou tentado, talvez tolamente, a comparar os puritanos aos Alpes, Lutero e Calvino ao Himalaia e Jonathan Edwards ao Monte Everest". Ele dependia totalmente da graça de Deus, que dominava completamente sua peregrinação intelectual, sempre mantendo seu intelecto e estudos subordinados à Escritura.
O avivamento e as missões cristãs
Edwards também escreveu um livro intitulado Uma humilde tentativa de promover uma clara concordância e união visível do povo de Deus em extraordinária oração, pelo reavivamento da religião e o avanço do Reino de Cristo na terra (1748). Nesta obra ele faz um apelo: "muitas pessoas, em diferentes partes do mundo, por expressa concordância para se chegar a uma união visível em extraordinária,... fervente e constante oração, por aquelas grandes efusões do Espírito Santo, o qual trará o avanço da Igreja e do Reino de Cristo". Sua convicção era que "quando Deus tem algo muito grande a realizar por sua igreja, é de sua vontade que seja precedido pelas extraordinárias orações do seu povo". Neste tempo, a condição espiritual das igrejas batistas na Inglaterra era deplorável. John Sutcliff, pastor da igreja batista de Olney, Buckinghamshire, leu este livro, e propôs aos seus companheiros pastores na Associação Northampshire que separassem uma hora na primeira segunda-feira à noite de cada mês para orar para que "o Espírito Santo possa ser derramado em nossos ministérios e igrejas, para que os pecadores possam ser convertidos, os santos edificados, o interesse da religião revificado, e o nome de Deus glorificado". Um grande avivamento se seguiu a estas reuniões. A influência de Edwards sobre Sutcliff e seus amigos, que incluíam William Carey e Andrew Fuller, foi tal que este escreveu: "Alguns dizem que, 'se Sutcliff e alguns outros tivessem pregado mais de Cristo, e menos de Jonathan Edwards, eles teriam sido mais úteis'", replicando em seguida: "Se aqueles que falam assim, pregassem Cristo metade do que Edwards fazia, e fossem metade tão úteis como ele foi, sua utilidade seria o dobro do que ela é". Por causa da profunda impressão do livro de Edwards, estes homens fundaram a Sociedade Batista Particular para Propagação do Evangelho entre os Pagãos (que veio se tornar a Baptist Missionary Society), em 1792, sendo Fuller seu primeiro secretário.
Uma rica herança
Era costume de sua igreja conceder o privilégio a qualquer pessoa, mesmo sem ser membro da igreja, para participar da Ceia do Senhor. Por requerer uma base estrita para participar da Ceia foi demitido de sua igreja em 1750. Como Lloyd-Jones disse: "Essa foi uma das coisas mais espantosas que já aconteceu, e deve servir como uma palavra de encorajamento para os ministros e pregadores. Lá estava esse altaneiro gênio, esse poderoso pregador, esse homem que estava no centro do grande avivamento – e, todavia, foi derrotado na votação da sua igreja por 230 votos a 23. Não se surpreendam, portanto, irmãos, quanto ao que possa acontecer com vocês em suas igrejas". Então, ele foi ser missionário aos índios Mohawk e Housatonic, num posto na fronteira, em Stockbridge, Massachusetts. Foi lá que ele escreveu alguns de seus tratados teológicos mais importantes, tais como A liberdade da vontade, O pecado original, O fim da criação e A verdadeira virtude. Em 1757 aceitou a presidência do College of New Jersey, que atualmente é a Universidade de Princeton, em New Jersey, e, em 1758, ao receber uma vacina contra varíola, que estava sendo testada, ele morreu. Sua última obra, inacabada, foi Uma história da obra da redenção, uma obra ambiciosa, onde ele argumenta que toda a história, desde a criação até a consumação, é subserviente à obra de redenção de Cristo. Edwards e Sarah eram profundamente dedicados um ao outro, e entre suas últimas palavras, estavam algumas para sua esposa, que ainda estava em Stockbridge. Ele disse: "Dê o meu mais bondoso amor para minha esposa, e diga a ela, que a excepcional união, que tem subsistido entre nós por tanto tempo, tem sido de tal natureza, que eu creio ser espiritual, e, portanto, continuará para sempre". Pouco antes de falecer, ele disse: "Confiai em Deus, e não precisareis temer".
Há pelo menos duas aplicações que podemos destacar. Uma diz respeito à necessidade de avivamento, em nossa época. Nós devemos temer e combater os excessos que ocorrem nestes avivamentos (que mesmo em Atos aconteceram), mas não eles. Como Edwards disse: "Pode-se observar que, desde a queda do homem até os nossos dias, a obra de redenção, em seus feitos, tem sido realizada principalmente por extraordinárias comunicações do Espírito Santo".  As Escrituras nos exortam a ser cheios do Espírito (Ef 5.18), a provar os espíritos (1Jo 4.1) e a não extinguir o Espírito (1Ts 5.19). Edwards nos ensina que avivamentos, à semelhança dos dons, são dádivas de Deus (1Co 12.11), que não podem ser fabricadas ou manipuladas pelo homem, mas esperadas na misericórdia e soberania de Deus.
A pobreza da reflexão moderna sobre Deus é evidente. Somos uma geração que perdeu a consciência da beleza da glória do Senhor, quando comparada com aquilo que podemos aprender daquilo que Edwards compartilha conosco: "Deus é um Deus glorioso. Não há ninguém como Ele, que é infinito em glória e excelência. Ele é o Altíssimo Deus, glorioso em santidade, temível em louvores, que faz maravilhas. Seu nome é excelente em toda a terra, e sua glória está acima dos céus. Entre todos os deuses não há nenhum como Ele... Deus é a fonte de todo o bem e uma fonte inextinguível; ele é um Deus todo suficiente, capaz de proteger e defender... e fazer todas as coisas... Ele é o Rei da glória, o Senhor poderoso na batalha: uma rocha forte, e uma torre alta. Não há nenhum como o Deus ... que cavalga no céu...: o eterno Deus é um refúgio, e sob Ele estão braços eternos. Ele é um Deus que tem todas as coisas em suas mãos, e faz tudo aquilo que Lhe agrada: ele mata e faz viver; ele leva ao túmulo e ergue de lá; ele faz o pobre e o rico: os pilares da terra são do Senhor... Deus é um Deus infinitamente santo; não há nenhum santo como o Senhor. E Ele é infinitamente bom e misericordioso. Muitos outros adoram e servem como deuses, são seres cruéis, espíritos que procuram a ruína das almas; mas este é um Deus que se deleita na misericórdia; Sua graça é infinita, e permanece para sempre. Ele é o próprio amor, uma infinita fonte e um oceano dele".
Bibliografia:
Jonathan Edwards, A verdadeira obra do Espírito: sinais de autenticidade. São Paulo: Vida Nova, 1992.
Gerald R. McDermott, O Deus visível; doze sinais da verdadeira espiritualidade. São Paulo: Vida Nova, 1997.
D.M. Lloyd-Jones, Os puritanos; suas origens e sucessores. São Paulo: PES, 1993.
Michael A. G. Haykin, "Jonathan Edwards: seu legado" em Jornal Os Puritanos Ano 1, nº 3 (Agosto 1992), p. 11-14.
Michael A. G. Haykin, "Jonathan Edwards: seu legado (continuação)" em Jornal Os Puritanos Ano 1, nº 4 (Outubro 1992), p. 18-20.
George M. Mardsen, "Edwards e a revolução científico-tecnológica" em Jornal Os Puritanos Ano 1, nº 3 (Agosto 1992), p. 17-18.
Mark A. Noll, "Edwards, Jonathan" em Walter A. Elwell (ed.), Enciclopédia histórico-teológica da igreja cristã [vol. 2]. São Paulo: Nova Vida, 2009, p. 7-11.
J. I. Packer, Entre os gigantes de Deus; uma visão puritana da vida cristã. São José dos Campos: Fiel, 1996.
Joel R. Beeke & Randall J. Pederson, Paixão pela pureza; conheça os puritanos. São Paulo: PES, 2010.
John Piper, Supremacia de Deus na pregação; teologia, estratégia e espiritualidade do ministério de púlpito. São Paulo: Shedd, 2003.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

SUBSIDIO DA LIÇÃO DO 3ºTRIMESTRE 2012-DOMINGO 01/07/12


3º Trimestre/2012

Texto Básico: João 16:20,21,25-33

“Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”(João 16:33)
INTRODUÇÃO
O cristão não está isento de passar por tribulações. Na verdade, Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas não deveríamos perder o ânimo (João 16:33). Paulo nos ensina que, na tempestade, precisamos olhar para Deus, e não para as circunstâncias. Deus é maior do que as circunstancias. Mesmo quando as coisas parecem perdidas, Deus pode irromper na nossa tragédia e mudar o cenário da nossa vida. Ele ainda transforma desertos em mananciais, e o vale da derrota, em vale de benção. Lembremos da circunstancia difícil porque passou Paulo e os seus companheiros dentro do navio que os levava a Roma, conforme descrito em Atos 27. Esse episódio nos recupera diversas verdades, mas cito apenas duas:
1. Na tempestade, encoraje as pessoas (At 27:21,22). Quando toda a esperança se dissipou, Paulo se posicionou como um agente da vida. Ele não ficou dizendo: “Eu avisei, bem feito! Agora estamos perdidos. Agora vamos morrer todos, Agora vocês se virem. É fácil pisar em quem já está caído. É fácil esmagar a cana quebrada. É fácil atar mais um fardo de culpa sobre aquele que já está derrotado pelas circunstâncias da vida. Paulo procurou uma alternativa para mudar a crise. Na tempestade, não procure culpados, procure solução. Todo problema traz uma semente de vitória! Deus não nos desampara. Ele está conosco. Paulo disse: “Porque, esta mesmo noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas!... Portanto, senhores, tende bom ânimo! Pois eu confio em Deus que sucederá do modo que me foi dito”.
2. Na tempestade, abra os olhos para a intervenção de Deus(At 27:23-26). Quando você estiver na sua noite mais escura, pensando que está sozinho, lembre-se de que Deus está com você. Ele é Deus Emanuel, que não vai embora na hora da sua crise. Na jornada da fé: Há tempestade, mas também há Deus conosco;  Há fornalha ardente, mas há o quarto Homem; Há cova de leões, mas há o anjo do Senhor fechando a boca deles.
O Deus a quem servimos é o nosso escudo. Ele é o guarda de Israel, que não dorme nem toscaneja. Seus olhos estão atentos; suas mãos, estendidas; seu coração, aberto. Ele envia seus anjos para nos proteger. O que nos ameaça e se acha fora do nosso controle está literalmente debaixo dos pés do Senhor Jesus.
I. AS AFLIÇÕES DO TEMPO PRESENTE
As aflições do tempo presente podem nos instruir a depender inteiramente de Deus, nosso auxílio e consolo. Afirma o apóstolo Paulo que "as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Rm 8:18). Isto significa que, apesar das cruéis perseguições, das tribulações, das aflições – sejam elas de ordem natural[ex.: tsunami, inundação, enchentes, deslizamentos de terra, terremotos, etc], econômica[ex.: desemprego, diminuição de patrimônio, falência de empresa, etc] ou física[ex.: doenças psicossomáticas, depressão, câncer, etc] -, a Igreja tem triunfado; as portas do inferno não podem prevalecer contra ela. É dito que as aflições do tempo presente não se comparam com a glória a ser revelada em nós (ver Cl 3:4; 2Ts 1:7-12; 2:14; 1Pe 1:13; 4:14; 1João 3:2). Desta feita, “as aflições do tempo presente” jamais podem abalar ou desestimular o futuro glorioso da Igreja do Senhor. De forma firme e resoluto pergunta Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo?”(ler Rm 8:35-39). Pela resposta desse servo de Deus, nada o abalaria. E esta deve ser a posição de cada cristão genuíno.
Em qualquer época, desastres e tempos difíceis podem vir sobre o crente: a morte de uma pessoa querida, enfermidade, perdas irreversíveis nos negócios, divisões na família, etc. De maneira contrária ao ensino bastante divulgado nas igrejas, os crentes não estão isentos de problemas e aflições dos quais o ser humano é herdeiro. Na verdade, os crentes têm de esperar que compartilharão plenamente de sofrimentos neste mundo, por serem filhos de um Deus vivo. O Senhor Jesus mesmo lhes deu certeza de aflições nesta vida. Se não estamos passando ou sendo atribulados por algum teste ou prova de nossa fé, devemos parar e questionar a nós mesmos sobre a realidade de nossa experiência cristã. As Escrituras afirmam claramente que o Senhor disciplina todos aqueles que são seus filhos. Se não estamos sendo disciplinados, o autor inspirado afirmou com ousadia que somos bastardos (Hb 12:8).
As aflições sobrevêm às nossas vidas, pelo menos, por meio destes três instrumentos:
1. Por meio de nossas atitudes imprudentes, julgamentos incorretos, ideias extravagantes, orgulho e falta de discernimento espiritual.
2. Por meio das atitudes irrefletidas ou deliberadas de outras pessoas. Estas são áreas sobre as quais temos pouquíssima influência.
3. Por meio do curso natural dos acontecimentos. Estas são áreas sobre as quais não temos nenhum controle ou influência.
As áreas mencionadas nos dois últimos pontos são as que nos trazem as maiores dificuldades. “Como pode um Pai tão amoroso permitir que tais coisas aconteçam aos seus próprios filhos?”, dizem alguns. Não podemos emitir em público esse sentimento. No entanto, em nossos sentimentos mais íntimos e, às vezes, em nossas orações particulares, expressamos tais sentimentos petulantes.
Nossa incapacidade para entender os motivos e aceitar as diversas aflições que sobrevêm à nossa vida resulta do fato de que olhamos para os instrumentos humanos pelos quais estas aflições aparecem em nossa vida, e não para a verdadeira fonte destas aflições e provações. Nós as vemos como se viessem do homem e até do diabo, e não as vemos como se viessem das mãos de um Deus soberano e amável. Atribuímos tudo à “má sorte”, a um “acidente” ou mesmo a uma “ação do inimigo”. Assaltamos o trono da graça com a súplica constante de que nossa aflição seja removida de nós. Mas perdemos de vista o fato de que as Escrituras revelam o Senhor como a causa fundamental de todas as coisas que sobrevêm às nossas vidas, quer sejam boas, quer sejam más. Embora Deus mesmo não seja o autor do pecado, e não nos tente a pecar, e não nos leve ao pecado, está crucialmente envolvido em tudo que nos acontece. Na verdade, as próprias provações que estamos experimentando agora fazem parte do plano de Deus para a nossa vida. Esta é a soberana vontade de Deus para nós. Estou enfatizando isso levando em consideração o fato de que no cristão verdadeiro, nascido de novo, “o maligno não lhe toca”(1João 5:18), a não ser com a permissão de Deus(veja o exemplo de Jó, do apóstolo Paulo).
II. POR QUE O CRENTE SOFRE
Se Jesus nos ama, por que sofremos? Este é um dos assuntos mais intrigantes da vida. Não é simples refletir a respeito desta questão do sofrimento do justo. Os profetas analisaram esta questão e ficaram muitas vezes angustiados com o sofrimento do justo.
O profeta Habacuque, num dado momento da sua vida, ficou até desesperado ao perceber como o justo era esmagado, injustiçado e pisado pelo ímpio.
O salmista Asafe, por sua vez, no Salmo 73, entra numa crise espiritual, porque olha de sua janela e vê o ímpio prosperando, tendo saúde, amigos e ele, que é piedoso, é castigado cada manhã, passando por lutas e provações as mais amargas.
Talvez estejamos enfrentando esta crise. Temos andado continuamente com Deus e neste momento estamos passando por dificuldades e aflições indescritíveis. Quem sabe tenhamos perdido o emprego, ou estamos lidando com dramas de enfermidade em nossa casa. Pode ser que estejamos passando por lutas emocionais ou lutas espirituais. Talvez nossa vida esteja sendo encurralada por circunstâncias adversas que fogem ao nosso controle. Talvez estejamos enfrentando como que uma avalanche que desce sobre nós e nos envolve e engole e, então, não sabemos mais o que fazer da vida.
Concordo com o Rev. Hernandes Dias Lopes, quando diz que o fato de sermos cristãos não significa que temos uma carta de alforria ou um cartão de imunidade das lutas e das provações da vida. Cristianismo não é uma sala vip. O Cristianismo não é um parque de diversões, nem uma colônia de férias. Nós não temos imunidades especiais. Mas temos sim imanência sobrenatural, temos a presença de Jesus conosco. O profeta Isaias diz: “Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque, eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel”(Isaias 43:2-3a).
Deus está conosco no vale da dor. Deus está conosco no leito da enfermidade. Deus está conosco nas agruras, nas intempéries, nas vicissitudes, nas tempestades da vida. Mas quero lhe dizer que as crises, muitas vezes surpreendentes, que não conseguimos controlar, se agigantam, mesmo quando somos pessoas que andam com Deus, da mesma forma que aconteceu com Lázaro (amigo de Jesus). Ele ficou doente e piorou, a ponto de chegar a morrer. Todavia, não existe causa perdida para Jesus. Não existe problema que Ele não possa resolver. Não existe situação irrecuperável para Jesus. Lázaro estava morto e sepultado há quatro dias. Era uma causa perdida para muitos, mas, para Jesus, era uma causa vitoriosa.
Talvez haja algumas causas na vida que consideramos perdidas. Talvez ficamos pensando que nosso casamento não tem mais jeito. Que nosso ente-querido não tem mais recuperação. Quem sabe com relação à nossa saúde, os médicos já lavraram a sentença: não tem cura. Mas há algo importantíssimo que quero dizer aqui: Se Jesus quiser, com toda certeza, tem jeito!
Para Jesus não há causa perdida. Talvez pensemos: Eu já fui longe demais; estou afundado no pecado, no vício, para mim não tem mais jeito, não tem mais recuperação. Se Jesus quiser, tem jeito, porque Ele perdoa pecados, é Ele quem levanta o caído e restaura o abatido, Ele faz novas todas as coisas. Jesus pode restaurar nossa alma e salvar a nossa vida.
Jesus Cristo sabe o que é a dor do sem-teto, porque Ele não tinha onde reclinar a sua cabeça. Jesus Cristo sabe o que é a dor da solidão, porque na hora mais angustiante de sua vida, nem os seus discípulos mais achegados estavam do seu lado, quando Ele estava com o rosto em terra suando gotas de sangue, clamando ao Pai: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!”(Mt 26:39). Jesus Cristo sabe o que é a dor da perseguição, porque Ele foi perseguido desde a sua infância por Herodes, o Grande; foi perseguido pelos fariseus, pelos escribas, pelos sacerdotes, pela multidão. Jesus Cristo sabe o que é a dor da traição, porque o seu discípulo em quem ele investiu, o traiu lhe dando um beijo traidor. Ele sabe o que é ser ultrajado, cuspido, zombado, escarnecido. Ele sabe a dor que passamos, que sentimos. Ele sabe o que é a dor da enfermidade, porque  a Bíblia diz que Ele foi enfermado, Ele tomou sobre si as nossas dores, as nossas enfermidades, os nossos pecados. Jesus sabe o que é a dor da morte, porque lá na cruz do Calvário, quando Ele foi feito pecado por nós, quando foi feito maldição por nós, Ele deu um grito de desamparo: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”(Mt 27:46). E, naquele momento, Ele foi ferido. Naquele momento Ele foi traspassado. Naquele momento Ele sentiu o drama da angústia avassalando a sua alma.
Quando sofremos, isso não está fora do controle de Jesus. Isso não está fora do conhecimento dEle. Isso está incluído na agenda de Deus. Faz parte do projeto de Deus. Um projeto bom, um projeto perfeito, um projeto glorioso, vitorioso e vencedor.
O sofrimento não é sinônimo do desprazer de Deus. Às vezes Deus permite que soframos, para que experimentemos da sua consolação, da sua intervenção milagrosa.
Nem sempre Deus livra o cristão do sofrimento, mas no sofrimento, e, como lemos na galeria dos heróis da fé de hebreus 11, determinadas aflições somente cessarão na eternidade. Mas o sofrimento do crente sempre tem um propósito, um deles é a produção de consolo e salvação para os outros (2Co 1:6). A morte de vários cristãos ao longo da história serviu de semente para que o evangelho aflorasse em várias regiões do mundo.
O sofrimento serve também como instrumento de conforto e consolo para outros crentes que sofrem. Afinal, a promessa de consolo vem do Senhor que também produz em nós essa mesma característica a fim de consolar outros (2Co 1:7).
O sofrimento não necessariamente decorre de pecado, na verdade, os crentes mais consagrados podem passar por provas desesperadoras (2Co 1:8). Paulo testemunha que sofreu inúmeras perseguições tanto por parte dos judeus (At 20:19; 21:27) quanto dos gentios (At 19:23-40), e é bem provável que em uma dessas situações tenha sido sentenciado à morte. Mas o crente sabe que a morte não é o fim(estudaremos sobre isso na Aula nº 03).
A eternidade deva ser o alvo central da vida do cristão sofredor, pois quando tudo terminar, Deus estenderá sua mão, contanto que confiemos nEle, não em nós mesmos (2Co 1:9). Ele é o mesmo Deus e do mesmo modo que agiu no passado agirá no presente e no futuro a fim de cumprir com Sua palavra (2Co 1:10).
Nós os cristãos não devemos ficar transtornados pelos problemas e pelo sofrimento de nossa vida, ou por aquilo que vemos nas vidas de muitas pessoas piedosas em nosso redor. Podemos amar Jesus agora mais do que nunca anteriormente, e não entender o porquê de estarmos enfrentando tanto sofrimento e tantas dores. Podemos estar seguro de que Deus possui um propósito divino por trás de cada provação, por trás de cada sofrimento que estamos enfrentando neste instante!
Se estamos sofrendo, se estamos angustiados, se estamos desesperados, vamos entregar a nossa causa para Jesus. Ele sabe o que está fazendo. Ele sabe quem somos, onde estamos, o que estamos passando, e Ele pode vir, trazer o socorro de que tanto precisamos.
Em qualquer lugar onde estivermos, podemos fechar nossos olhos e orar. Podemos colocar a nossa causa na presença de Deus. Talvez nossa oração possa ser esta: “Oh Deus, em nome de Jesus, quero colocar agora nas tuas mãos a nossa causa. Senhor, toca nosso coração com as consolações do Espírito Santo. Meu Deus, enxuga nossas lágrimas. Meu Deus, restaura aquele que está caído, cura aquele que está enfermo, perdoa aquele que está caído na sarjeta do pecado, agrilhoado neste cipoal do vício, de desespero emocional, de desespero espiritual. Restaura nossa vida Senhor, restaura nosso coração, levanta nossa família, faz novas todas as coisas, e glorifica o teu nome em nossa vida, em nossa família. Oh Deus, opera agora o milagre maravilhoso do consolo, do refrigério, para que nossa família possa receber a intervenção do céu, a manifestação da tua graça. Em nome do Senhor Jesus. Amém!”.
III. O CRESCIMENTO E A PAZ NAS AFLIÇÕES
Desfrutamos de verdadeira paz nos momentos de aflições, pois o Senhor Deus, como soberano, tem pleno domínio sobre a vida do cristão. E sendo assim, qualquer aflição que nos acometa é da vontade permissiva de Deus, o que nos garante que, se Ele quiser, tudo o que está acontecendo conosco certamente será revertido.
1. A soberania divina na vida do crente. A soberania divina na vida do crente é a garantia de que as promessas de Deus jamais falham. E a análise desta prerrogativa do Senhor é importantíssima para o fortalecimento de nossa fé. A soberania de Deus recebe forte ênfase nas Escrituras Sagradas. Nela, o Senhor é apresentado como o Criador, e Sua vontade como a causa de todas as coisas. Em virtude de Sua obra criadora, o céu, a terra e tudo o que eles contêm lhe pertencem. Ele está revestido de autoridade absoluta sobre as hostes celestiais e sobre os moradores da terra. Ele sustenta todas as coisas com a Sua onipotência, e determina os fins que elas estão destinadas a cumprir. Ele governa como Rei no sentido mais absoluto da palavra, e todas as coisas dependem dele e lhe são subservientes.
A menos que nós cheguemos ao ponto de crer e aceitar a soberania de Deus sobre as nossas vidas e sobre tudo o que nos acontece, não seremos capazes de reagir de uma maneira cristã em relação a tudo que nos ocorre nesta vida terrena. Na verdade, não seremos capazes de lutar contra o mundo conforme ele é hoje. Poderemos ser vencidos, desencorajados e alarmados, se não reconhecermos que Deus, por meio de sua vontade soberana e imutável, está no pleno controle de todas as coisas. Nada em nossa vida é acidente, incidente ou coincidência.
Jó reconheceu isto, quando disse, em meio às suas terríveis aflições: “Temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (Jó 2:10). A sua esposa lhe havia sugerido que amaldiçoasse a Deus e morresse; Jó, porém, ainda que não pudesse entender o motivo, discerniu corretamente que todas as suas aflições haviam sido, de alguma maneira, enviadas por Deus. Jó estava expressando o fato de que, embora o homem seja uma criatura racional e responsável por suas decisões e atitudes, Deus ainda é soberano e realiza a sua própria vontade, sem pisotear a nossa. Esta soberania de Deus é a rocha sobre a qual repousa a consolação do crente.
2. Tudo coopera para o bem. Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Assim expressou o apóstolo Paulo: “E sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”(Rm 8:28, ARA). Talvez nem sempre pareça ser o caso. Por vezes, quando passamos por momentos de aflição, tragédia, decepção, frustração ou tristeza profunda, perguntamo-nos se a dor resultará em algum bem. Certamente, tudo o que Deus permite em nossa vida tem o objetivo de nos conformar à imagem de seu Filho(Rm 8:29). Quando percebemos isso, a dúvida é dissipada. Nossa vida não é controlada por forças impessoais como o acaso, a sorte ou o destino, mas por um Deus maravilhoso e pessoal, que é amoroso demais para ser insensível e sábio demais para errar. Glórias sejam dadas ao nosso Senhor Jesus!
3. Desfrutando a paz do Senhor. Ele prometeu: “... a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27). Mesmo vivendo em um mundo de aflições, podemos experimentar a paz do Senhor Jesus:
·   Não a falsa paz das coisas cobiçadas normalmente pelos homens: prazer, fama e riqueza. Estas coisas geram preocupação, ansiedade e remorso. Elas não satisfazem os desejos da alma imortal, nem são capazes de alcançar aquela paz pela qual o eu mais profundo suspira.
·   Não a paz como os homens do mundo dão. Eles se cumprimentam com palavras e gestos de paz, porém são palavras vazias; professam amizade, dão apertos de mão, beijos e abraços que não traduzem paz, porquanto são meramente formais, frequentemente insinceros.
·   Não como os sistemas de filosofia e falsas religiões dão. Eles professam a paz, mas ela não é real. Tais sistemas filosóficos e religiões não passam de falsos paliativos. Não tranquilizam a voz da consciência culpada; não removem o pecado - origem da ausência da paz; não reconciliam o espírito com Deus.
A Paz que o Senhor nos dá é tal que satisfará todos os anseios da nossa alma; silenciará os alarmes da consciência; permanecerá sempre, mesmo em meio a todas as mudanças e tempestades; não nos deixará nem na hora da nossa morte, porque o Senhor mesmo é o Príncipe da Paz.
O Evangelho de Marcos, no capítulo 4:35-41, relata que certa feita Jesus e  os discípulos propuseram atravessar o Mar da Galiléia em direção à praia leste. Não fizeram nenhum preparativo de antemão. Outros barcos o seguiam. Então, de repente, um grande temporal surgiu. Enquanto a tempestade rugia com toda fúria, Jesus estava dormindo. Os discípulos, apavorados, o despertaram, censurando-o por sua aparente falta de preocupação com a segurança deles. Será que Jesus sabia que a tempestade viria? É óbvio que sim. Ele sabe todas as coisas; nada o apanha de surpresa. Então, se sabia, por que dormiu? Ele dormiu por duas razões: dormiu porque descansava totalmente na providencia do Pai; dormiu porque sabia que a tempestade seria pedagógica na vida dos seus discípulos. O fato de Jesus estar descansando durante a tempestade já deveria ter acalmado e encorajado os discípulos. Jesus estava descansando na vontade do Pai e sabia que o Pai podia cuidar dele enquanto dormia. Jonas dormiu na tempestade com uma falsa segurança, visto que estava fugindo de Deus. Jesus dormiu na tempestade porque ele estava verdadeiramente seguro na vontade do Pai. O Senhor, despertando, repreendeu o vento e as ondas. A Paz foi imediata e completa. Depois, Jesus brevemente ralhou com seus seguidores por temerem e não confiarem. As tempestades da vida podem nos abalar, mas não abalam o Senhor. Elas podem ficar fora do nosso controle, mas não fora do controle de Jesus.
Conta-se que certo rei ofereceu um prêmio ao artista que pintasse o melhor quadro da paz. Muitos artistas tentaram. O rei examinou todos os quadros, mas havia apenas dois dos quais ele realmente gostou, e teve que escolher entre eles:
* Um quadro era de um lago tranquilo. O lago era um espelho perfeito para pacíficas torres de montanhas ao redor dele. No alto estava um céu azul com nuvens brancas. Todos que viam este quadro consideravam-no um quadro perfeito da paz.
* O outro quadro também tinha montanhas. Mas estas eram acidentadas e nuas. Acima estava um céu irado de onde caía a chuva, e relâmpagos eram vistos. Lá embaixo, ao lado da montanha, caía uma cascata espumante. Isto não parecia de forma alguma um quadro da paz. Só que o rei escolheu este segundo quadro. Sabe por quê? Quando o rei olhou, atrás da cascata viu um minúsculo arbusto crescendo numa rachadura na rocha. No arbusto um pássaro-mãe havia construído seu ninho. Ali, no meio da fúria das águas correntes, deitou-se o pássaro-mãe em seu ninho, em paz perfeita. O rei explicou: "Paz não quer dizer estar num lugar onde não há qualquer barulho, problema, ou trabalho duro. Paz quer dizer estar no meio de todas essas coisas e ainda assim estar tranqüilo no seu coração. Este é o significado da paz real". Por isso, a Paz é uma das virtudes do Fruto do Espírito Santo (Gl 5:22), pois ela permanece mesmo em meio ao perigo e circunstâncias contrárias. Isaías declara: “Tu conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está firme em Ti; porque ele confia em Ti”. Portanto, se sua mente e coração estão em Deus, então você desfrutará a genuína Paz do Senhor, mesmo em um mundo de aflições. Pense nisso!
CONCLUSÃO
Qual a nossa atitude diante de Deus quando os problemas nos afligem? Murmuramos? Queixamo-nos por Ele nos ter abandonado? Afastamo-nos de Sua presença?  Precisamos aprender a louvar e agradecer ao Senhor em todos os momentos. Na alegria e no sucesso, por Sua grande misericórdia e amor; nas lutas, por Ele estar nos preparando para grandes conquistas; nos momentos de decepções e frustrações, porque valorizaremos ainda mais as nossas vitórias. O Senhor Jesus prometeu estar conosco todos os dias e isso inclui também os dias de lutas e tribulações. A nós cabe confiar e agradecer a Sua companhia. Por mais que o dia esteja “nublado” e “triste”, logo voltará a brilhar o Sol da alegria em nossos corações.


Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Caramuru Afonso Francisco – Suportando as Tribulações.