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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

MDA versos M12 e G12 tem Diferença?

Bem !, gostaria de fazer algumas umas observações quanto á esse novo modelo de discipulado (novo?) chamado de MDA (modelo de discipulado apostólico).

Não quero fazer nenhum julgamento precipitado, mas vale ressaltar que esse modelo de evangelicalismo não é novidade,na década de 90 surgiu o movimento chamado G12 ( GOVERNO DOS 12), que chegou ao Brasil por meio de Valnice, assim aderindo ao movimento o intitulado PAIPOSTOLO DO BRASIL, René Terra Nova, que mais tarde veio a se desligar do fundador césar castelhano o colombiano.

Daí surgiu o movimento chamado M12 que se chamaria o MODELO DOS 12.esse difundido pelo PAIPOSTOLO René terra nova.
com a proposta de " GANHAR, CONSOLIDAR , DISCIPULAR , E ENVIAR". Esse o slogan do M12 E G12. esse tipo de evangelicalismo tomou conta de igrejas com BATISTAS, QUADRANGULAR , e até mesmo ASSEMBLEIA DE DEUS. causou muito alvoroço, alguns chegaram a achar que erá uma nova reforma protestante no seio da igreja Brasileira. como também muita divisão nas igrejas .

 Agora nós temos  o MDA , que vem revolucionando a igreja no  Parana.“Quem viver verá”, profetiza pastor Edílson Siqueira também primeiro secretário da CIEADEP – Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus no Estado do Paraná. 

Quero finalizar meu comentário dizendo o seguinte. a igreja Brasileira é uma igreja sincrética,  pragmática , e não generalizando secularizada, a facilidade e aceitação é muito grande por ventos de doutrinas que  sopram as igrejas no Brasil. 

Esse sem duvidas será mais uma ventania que vem afetar a igreja brasileira.espero que não traga tantos estragos como trouxeram os movimentos M12 e G12 .que ainda hoje vemos as sequelas em ministérios. 

Em Cristo Jesus
kleber santos 


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O PODER DO NOME DE JESUS


O PODER DO NOME DE JESUS CRISTO
"ATOS 3:1- 4:4"

Atos 3 e 4 enfatizam o nome do Senhor Jesus (At 3:6, 16; 4:7, 10, 12, 17, 18, 30). É evidente que um nome envolve muito mais do que uma forma de identificação. Pode implicar autoridade, reputação e poder. Quando alguém diz: "Use meu nome!", esperamos sinceramente que seja digno de ser usado. Se uma ordem é dada no nome do presidente da República ou do primeiro-ministro, os que a recebem são obrigados a obedecer.

Se eu tentasse dar ordens no lugar dessas autoridades (supondo que conseguisse fazer isso), ninguém prestaria muita atenção, pois meu nome não tem o respaldo de qualquer autoridade oficial. Mas o nome do Senhor Jesus tem toda autoridade, pois ele é o Filho de Deus (Mt 28:18).

Uma vez que seu nome "está acima de todo nome" (Fp 2:9-11), Jesus merece nossa adoração e obediência. A grande preocupação dos primeiros cristãos era que o nome de Jesus Cristo, o Filho de Deus, fosse glorificado, e os cristãos de hoje devem ter a mesma motivação. Ao estudar esta seção, convém observar que ela apresenta forte ênfase sobre os judeus.

Pedro dirigiu-se aos homens judeus (At 3:12) e os chamou de "filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com vossos pais" (At 3:25). Fez referência aos patriarcas de Israel (At 3:13) e também aos profetas (At 3:18,21-25).

A expressão "tempos da restauração" (At 3:21) é, sem dúvida alguma, de caráter judaico e se refere ao rei- no messiânico prometido pelos profetas. Nestes capítulos, a mensagem continua sendo transmitida "primeiramente a vós outros [os judeus]" (At 3:26) e apresentada em termos judaicos. Há três estágios neste evento, e cada estágio revela algo maravilhoso sobre Jesus Cristo.

1.     ADMIRAÇÃO: JESUS, O MÉDICO (AT.3:1-10)

      Os cristãos ainda estavam ligados ao templo e às horas tradicionais de oração (SI 55:17; Dn 6:10; At 10:30). É importante lembrar que Atos 1 a 10 descreve uma transição de Israel para os gentios, do "cristianismo judaico" (ver At 21:20) para "um só corpo" constituído tanto de judeus quanto de gentios.

Só depois de vários anos os cristãos judeus compreenderam inteiramente o lugar dos gentios nos planos de Deus, e essa compreensão não se deu sem conflitos.

O contraste entre Atos 2 e 3 é interessante: Pedro, o pregador - Pedro o obreiro pessoal; multidões - um homem pobre; ministério que resultou em bênção - ministério que resultou em prisão e perseguição. Os acontecimentos em Atos 3 exemplificam a última frase de Atos 2:47 e mostram como o Senhor acrescentava membros a sua Igreja diariamente.

Apesar de o Espírito Santo não ser citado nesse capítulo, certamente atuava por meio dos apóstolos, realizando seu ministério de glorificação de Jesus Cristo (Jo 16:14). Pedro e João são vistos juntos com frequência ao longo das Escrituras.

 Eram sócios no negócio de pesca (Lc 5:10); prepararam a última Páscoa dos judeus para Jesus (Lc 22:8); correram para o sepulcro na manhã do primeiro domingo de Páscoa (Jo 20:3, 4); e ministraram aos samaritanos que creram em Jesus Cristo (At 8:14). Uma vez que viviam na plenitude do Espírito Santo, os discípulos deixaram de competir por grandeza e, finalmente, passaram a trabalhar juntos com afinco para edificar a Igreja (SI 133).

O fato de Pedro notar esse mendigo coxo é outra evidência do ministério do Espírito. Sem dúvida, milhares de pessoas encontravam-se aglomeradas perto do templo (At 4:4) e, no meio dessa multidão, havia ATOS 3:1 - 4:4 Inúmeros mendigos, mas o Senhor ordenou a Pedro que curasse um mendigo coxo que se encontrava junto à Porta Formosa.

Havia nove portas que davam acesso ao pátio dos gentios e ao templo propriamente dito. Os estudiosos não apresentam um consenso, mas é provável que a Porta Formosa fosse a "Porta Oriental" que dava acesso ao pátio das mulheres. A porta era feita de bronze de Corinto e parecia de ouro; sem dúvida, um excelente lugar para um homem coxo pedir esmolas.

A prática de dar esmolas era parte importante da fé judaica, e as cercanias do templo eram uma região lucrativa para os mendigos. Uma vez que os recursos dos cristãos eram comunitários (At 2:44, 45), os dois apóstolos não tinham dinheiro para dar; mas a maior necessidade daquele homem não era financeira.

Precisava de salvação para sua alma e de cura para o corpo, e dinheiro não lhe daria nem uma coisa nem outra. Pelo poder do nome de Jesus, o mendigo foi completamente curado e ficou tão contente e entusiasmado que parecia uma criança, saltando de um lado para o outro e louvando a Deus.

É fácil ver nesse homem uma ilustração da salvação. Ele nasceu coxo; todos nós nascemos sem poder andar de maneira agradável a Deus. Adão, nosso antepassado, caiu e passou sua deficiência adiante para todos os seus descendentes (Rm 5:12- 21).

 O homem era pobre; como pecadores, estamos falidos diante de Deus, incapazes de pagar a dívida tremenda que temos com ele (Lc 7:36-50). Estava "fora do templo"; por mais perto da porta que fiquem, todos os pecadores encontram-se longe de Deus. a homem foi curado totalmente pela graça de Deus. Sua cura foi imediata (Ef 2:8, 9).

Deu provas do que Deus havia feito: de um salto se pôs em pé, passou a andar [...] saltando e louvando a Deus" (At 3:8). Identificou-se publicamente com os apóstolos, tanto quando foram ao templo (At 3:11) quanto na ocasião em que foram presos (At 4:14). Ao ser capaz de andar, não deixou dúvidas sobre de que lado estava!

2.     ACUSAÇÃO: JESUS, O filho DE DEUS (AT 3:11-16)

A cura do mendigo coxo fez a multidão ajuntar-se ao redor dos três. O Pórtico de Salomão, do lado leste do templo, era um corredor onde Jesus havia ministrado ( jo 10:23) e onde a igreja reunia-se para adorar (At 5:12). Em seu sermão de Pentecostes, Pedro refutara a acusação de que os cristãos estivessem embriagados.

Neste sermão, teve de refutar a ideia de que ele e João haviam curado o homem com o próprio poder (Paulo e Barnabé enfrentaram uma situação semelhante depois de curarem um coxo; ver Atos 14:8-18). Pedro esclareceu de imediato a fonte do milagre: Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Com toda sabedoria, o apóstolo afirmou que Aquele era o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Sem dúvida, o Espírito encheu Pedro de ousadia de modo que ele lembrasse os judeus da forma como haviam tratado Jesus. Eles o haviam negado e entregado para ser crucificado.

Além disso, pediram que Barrabás, um homem culpado, fosse solto para que Jesus, um prisioneiro inocente, fosse crucificado! A fim de convencê-los de seus crimes, Pedro usou vários nomes e títulos diferentes para o Senhor: Filho de Deus, Jesus, o Santo, o Justo, o Autor da vida. Os judeus não haviam entregue um homem qualquer para ser crucificado pelos romanos! O Calvário pode ter sido a última palavra do ser humano, mas o sepulcro vazio foi a última palavra de Deus. Ele glorificou seu Filho ressuscitando-o dentre os mortos e levando-o de volta ao céu.

O Cristo entronizado havia enviado seu Espírito Santo e operava no mundo por meio da Igreja. O mendigo curado era prova de que Jesus estava vivo. Se havia um povo culpado, era aquele ao qual Pedro se dirigiu no templo. Eram culpados de matar o próprio Messias! Hoje em dia, é bem provável que ninguém fizesse uma mensagem desse tipo em uma reunião evangelística, pois essas palavras eram voltadas especificamente ao público judeu de Pedro.

Assim como em Pentecostes, Pedro falava a pessoas que ATOS 3:1 - 4:4 conheciam as Escrituras e que estavam a par dos últimos acontecimentos em Jerusalém (ver Lc 24:18). Não era um grupo de pagãos ignorantes sem qualquer conhecimento religioso.

Além disso, os líderes judeus haviam, de fato, cometido uma grande injustiça ao prender e condenar Jesus e pedir a Pilatos que o crucificasse. Não sabemos quantos cidadãos concordaram com essa decisão, mas podemos imaginar o remorso do povo ao descobrir que haviam traído e assassina- do o próprio Messias. Antes de o pecador experimentar a conversão, precisa ser convencido da culpa de seus pecados.

A menos que um paciente esteja convencido de que está enfermo, jamais aceitará qualquer diagnóstico nem fará qualquer tratamento. Pedro transformou o templo em um tribunal e apresentou ao público todas as provas. De que maneira dois simples pescadores poderiam realizar tamanho milagre senão pelo poder de Deus? Ninguém ousaria negar o milagre, pois o mendigo estava lá, diante de todos, em "saúde perfeita" (At 3:16; 4:14). Se aceitassem o milagre, teriam de reconhecer que Jesus Cristo é, verdadeiramente, o Filho de Deus e que seu nome tem poder.
 
 
Naquele que tem todo poder...
Em Cristo Jesus
Kleber Santos
Comentário Bíblico Expositivo -
Novo Testamento Volume I -
 WARREN W. WIERSBE
Editora Geográfica
 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

CONTRASTES E CONFLITOS EM JOÃO CAPITULO 8


CONTRASTES E CONFLITOS  
EM JOÃO CAPITULO 8

A história da mulher flagrada em adultério faz parte das Escrituras? Em caso afirmativo, onde se encaixa no relato dos Evangelhos? João 7:53 a 8:11 não aparece em alguns dos manuscritos antigos e, nos casos em que aparece, nem sempre se encontra nessa parte do Evangelho de João.

A maioria dos estudiosos concorda que essa passagem faz partes das Escrituras inspiradas (de acordo com F. F. Bruce, é "um fragmento de material autêntico do Evangelho"), onde quer que seja colocada. Para muitos de nós, essa história encaixasse perfeitamente aqui! Na verdade, o desenrolar de todo o capítulo pode muito bem ter se originado nesse acontecimento extraordinário no templo.

Sem dúvida, a declaração de Jesus sobre ser a Luz do mundo (Jo 8:12) é cabível nesse contexto, como também o são suas palavras sobre o verdadeiro e o falso julgamento (J0 8:15, 16, 26). A frase repetida: "perecereis no vosso pecado" (Jo 8:21, 24) pode claramente ser relacionada ao julgamento da mulher, e, na verdade, o capítulo termina com uma tentativa de apedrejar Jesus, um paralelo perfeito com o episódio inicial.

A transição de João 7:52 para 8:12 seria brusca demais sem essa passagem. Jesus viu-se novamente em conflito com os líderes religiosos judeus; dessa vez, porém, prepararam uma armadilha para ele na esperança de conseguir provas suficientes para prendê-lo e se livrar dele. Sua conspiração não deu certo, mas foi seguida de uma controvérsia. Neste capítulo, há uma série de contrastes que revelam a bondade de Cristo e a perversidade humana.

(GRAÇA E LEI - João 8:11)

A Festa dos Tabernáculos terminara, mas Jesus aproveitou a oportunidade para ministrar aos peregrinos que se encontravam no templo. Durante a festa, a notícia espalhou- se rapidamente: Jesus não apenas frequentava o templo, como ensinava publicamente naquele local (ver Lc 21 :37), no pátio das mulheres, onde ficava a tesouraria do templo (Jo 8:20). Os escribas e fariseus sabiam onde ele estaria, de modo que se uniram para tramar contra ele. Dificilmente um casal era pego no ato de adultério. Imaginamos se o homem (que, em momento algum, foi acusado!) fazia par- te da conspiração.

De acordo com a Lei, ambas as partes culpadas deveriam ser apedrejadas (Lv 20:10; Dt 22:22) e não apenas a mulher. É um tanto suspeito que o homem tenha sido liberado. Os escribas e fariseus trataram a questão de maneira brutal, interrompendo Jesus enquanto ensinava e empurrando a mulher para o meio do povo. É evidente que os líderes judeus tentavam colocar Jesus em uma situação sem saída.

Se ele dissesse que a mulher deveria ser apedrejada, perderia sua reputação de "amigo dos publicanos e pecadores". Sem dúvida, o povo o abandonaria e não aceitaria sua mensagem bondosa de perdão.

Mas, se dissesse que a mulher não deveria ser apedrejada, estaria transgredindo a Lei abertamente e poderia ser preso. Em mais de uma ocasião, os líderes religiosos tentaram jogar Jesus contra Moisés e, nessa situação, pareciam ter encontrado uma provocação perfeita (ver Jo 5:39-47; 6:32; 7:40 ).

Em vez de julgar a mulher, Jesus julgou os juízes! Certamente se indignou com a maneira como a trataram e com o fato de esses hipócritas condenarem outra pessoa em lugar de julgarem a si mesmos. Não sabemos o que estava escrevendo no chão de terra do templo. Será que simplesmente lembrava àqueles homens que os Dez Mandamentos haviam sido escritos "pelo dedo de Deus" (fx 31:18), e que ele era Deus? Ou, quem sabe, os lembrava da advertência em Jeremias 17:13?

De acordo com a Lei judaica, os acusadores deveriam atirar as primeiras pedras (Dt 17:7). Jesus não pedia que homens sem pecado julgassem a mulher, pois ele era a única Pessoa sem pecado ali presente. Se nossos juízes tivessem de ser perfeitos, os bancos dos tribunais estariam vazios. Antes se referia ao pecado específico da mulher, que poderia ser cometido tanto com o corpo quanto com o coração (Mt 5:27-30).

Condenados pela própria consciência os acusadores saíram de cena em silêncio, deixando Jesus a sós com a mulher. Ele a perdoou e advertiu a que não pecasse mais (Jo 5:14).

Não se deve interpretar esse acontecimento como um exemplo de que Jesus não tratava o pecado com rigor ou de que desrespeitava a Lei. A fim de perdoar essa mulher, um dia Jesus teve de morrer por seus pecados. Além disso, Jesus cumpriu a Lei com tanto zelo que ninguém pôde acusá-lo justificadamente de opor-se a seus ensina- mentos nem de menosprezar seu poder.

Ao aplicar a Lei à mulher e não a si mesmos, os líderes judeus transgrediam tanto a letra quanto o espírito da Lei - e pensavam estar defendendo Moisés ! A Lei foi dada para revelar o pecado (Rm 3:20), e é preciso ser condenado pela Lei antes de ser purificado pela graça de Deus.

 A Lei e a graça são complementares, não concorrentes. Ninguém jamais foi salvo por guardar a Lei, mas ninguém foi salvo pela graça sem que antes tivesse sido convencido de seus pecados pela Lei. Antes de haver conversão, é preciso haver convicção da culpa. O perdão de Cristo em sua graça também não é uma desculpa para pecar.

Sua ordem foi: "Vai e não peques mais". "Contigo, porém, está o perdão, para que te temam" (SI 130:4).

Essa experiência do perdão repleto de graça deve servir de motivação para o pecador penitente viver em santidade e em obediência para a glória de Deus.

 

Naquele que perdoou todos os nossos pecados; Cristo Jesus.

Kleber Santos

 

Comentário Bíblico Expositivo

Novo Testamento Volume I

WARREN W. WIERSBE

Editora Geográfica

sábado, 8 de junho de 2013

Ministro,Bênção ou Maldição!

Ministro, bênção ou maldição
Referência: Malaquias 2.1-9
INTRODUÇÃO
1. A obediência produz bênção, enquanto a desobediência acarreta maldição – Dt 28:2,15
A desobediência de Israel foi a causa do exílio na Babilônia (Dt 28:64-67). Com a volta do cativeiro, a monarquia não é mais restaurada. Israel deixa de ser uma nação política e se torna um rebanho religioso. Nesse contexto, o sacerdote é a figura principal. Ele também exercia o ministério docente e profético (Ne 8:1-8).
Agora, Deus está advertindo novamente sobre a maldição. Estava sendo provocada pelos sacerdotes (2:2). Ela veio e Israel ficou mais 400 anos sem voz profética, mergulhado em profundas angústias. A ausência de profetas foi um duro golpe em Israel e se tornou um marco histórico dolorido, uma verdadeira calamidade.
2. A liderança espiritual nunca é neutra, ela é uma bênção ou uma maldição
O desvio do povo começou na sua liderança. Primeiro os sacerdotes se corromperam, desprezando o nome de Deus, depois o povo começou a trazer animais cegos, coxos, doentes, dilacerados para Deus.
Quando os líderes não honram a Deus, o povo se desvia. O profeta Oséias já alertara em nome de Deus: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento…” (Os 4:6).
I. AS BÊNÇÃOS MINISTERIAIS TRANSFORMADAS EM MALDIÇÃO – v. 1-4
1. A natureza da maldição sobre as bênçãos
a) A maldição cai sobre os próprios ministros (v. 2) – “…enviarei sobre vós a maldição”. Isto é o reverso da promessa original para a obediência: “eu enviarei minha bênção sobre ti”.
b) A maldição cai sobre as próprias bênçãos dadas pelos ministros (v. 2) – “…e amaldiçoarei as vossas bênçãos”. Deus não diz: eu vou enviar a maldição em vez de bênção. Ele diz: eu vou amaldiçoar as vossas próprias bênçãos. Quando os sacerdotes levantavam as mãos para abençoar (Nm 6:24-26), em vez de receber bênção, o povo recebia maldição.
2. A razão da maldição sobre as bênçãos
a) Porque os ministros negligenciaram a Palavra de Deus (v. 2) – “Se o não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração…”. Esse oráculo foi endereçado especificamente aos líderes (2:1). A palavra hebraica miswa indica que não se pode recorrer do castigo que será pronunciado. Deus está enviando uma sentença irrecorrível, porque os pregadores relaxaram em instruir o seu povo na Palavra. Os homens que deviam ensinar a Palavra de Deus não estavam fazendo isso adequadamente. Hoje, há igrejas cujos pastores são desencorajados a estudar, por acharem que isso é carnalidade. Devem abrir a Bíblia ao acaso e o que saltar aos olhos do pregador é o que se deve pregar. Depois, ainda dizem: “Foi o Senhor que mandou”. Os pecados do líder são os mestres do pecado. Se ele despreza a Palavra de Deus, é instrumento de maldição e morte e não de bênção e vida.
b) Porque os ministros desprezaram o nome de Deus (v. 2) – “… se não propuserdes dar honra ao meu nome”. Honrar significa “dar peso, mostrar atenção, considerar como importante”. O nome de Deus estava sendo desonrado pela vida dos ministros, pelas ofertas trazidas à sua casa, pela falta de fervor espiritual do povo. Quem não vive para a glória de Deus, vive de forma vã. Os pregadores não apenas negligenciaram a Palavra, mas também não a colocaram em prática.
3. As implicações da maldição sobre as bênçãos
a) Uma descendência reprovada (v. 3) – “Eis que vos reprovarei a descendência…”. A palavra descendência no hebraico é semente. Assim, essa expressão foi interpretada de duas maneiras: 1) Pode ser que as colheitas serão fracas – fazendo os dízimos e ofertas diminuírem. Corta o sustento dos sacerdotes; 2) Pode significar a posteridade – Uma diminuição contínua de pessoas e colheitas era o julgamento de Deus.
b) Uma liderança desonrada (v. 3) – “… atirarei excremento aos vossos rostos, excremento dos vossos sacrifícios”. Como eles trouxeram o pior para Deus, agora eles recebem o pior de Deus. Como eles afrontaram a Deus, agora são desonrados por Deus. Jogar algo no rosto de uma pessoa era uma ofensa muito grave. Deus envergonha publicamente os sacerdotes.
c) Uma liderança rejeitada (v. 3) – “… e para junto deste sereis levados”. O excremento dos sacrifícios devia ser levado para fora do arraial e queimado (Ex 29:14; Lv 4:11). Para Deus os que ofereciam sacrifícios sem valor eram tão revoltantes que eles e seus sacrifícios deveriam acabar no depósito de esterco, longe da presença de Deus. Os sacerdotes seriam tirados do templo e seriam lançados numa montanha de excremento. Os sacerdotes seriam depostos. Eles não continuariam no ministério. Eles seriam rejeitados por Deus. Exemplo: Belsazar.
d) Uma liderança que só atenta para Deus quando é tarde demais (v. 4) – “Então sabereis que eu vos enviei este mandamento…”. Muitos ministros, muitos líderes vão continuar desonrando a Deus, desprezando a Palavra de Deus até serem apanhados e envergonhados em público.
II. A BÊNÇÃO DE SER UM VERDADEIRO MINISTRO – v. 5-7
1. Um verdadeiro ministro mantém um profundo relacionamento com Deus – v. 5,6
“…com efeito ele me temeu, e tremeu por causa do meu nome… andou comigo em paz e em retidão”.
Andar com Deus é mais importante do que trabalhar para Deus. Deus é mais importante que a sua obra. Jesus chamou os doze apóstolos para estarem com ele, só, então, os enviou a pregar.
Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que nós fazemos. Ele não quer ativismo vazio, ele quer vida no altar.
2. Um verdadeiro ministro é incorruptível na doutrina – v. 6
“A verdadeira instrução esteve em sua boca”.
Há uma profunda conexão entre o que o homem fala e o que homem é (Sl 15:2; Pv 18:4; Mt 12:33-37; Lc 6:45. Tg 1:26; 3:1-12).
Um ministro que sonega a Palavra de Deus ao povo, que torce a Palavra de Deus e diz ao povo o que Deus não está dizendo, é um falso ministro, um falso profeta.
Hoje estamos vendo a igreja evangélica em profunda crise. Há desvios sérios: 1) Liberalismo; 2) Sincretismo; 3) Pragmatismo; 4) Ortodoxia morta.
O apóstolo diz: “… No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (Tt 2:7,8).
3. Um verdadeiro ministro é estudioso e proclamador da Palavra de Deus – v. 7
“Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque é mensageiro do Senhor dos Exércitos”.
Há muitos ministros preguiçosos, que não estudam a Palavra. Dão palha, em vez de pão ao rebanho. Alimentam o povo de Deus com o refugo das ideias humanas, em vez de apresentar-lhes o banquete rico das iguarias de Deus.
Outros ministros perderam a paixão pela proclamação da Palavra de Deus. Precisamos resgatar o entusiasmo pela pregação da Palavra de Deus. Somos mensageiros de Deus! A única forma de vermos uma nova reforma na Igreja é uma volta à Palavra, a pregação fiel da Palavra!
4. Um verdadeiro ministro é um ganhador de almas – v. 6
“… e da iniquidade apartou a muitos”. O verdadeiro ministro é bem-sucedido em seu trabalho. A Bíblia diz que um planta, outro rega. A uns Deus usa para evangelizar; a outros Deus usa para edificar os salvos.
Precisamos reacender em nosso coração a paixão pela evangelização. A igreja não vive para si mesma. A igreja evangeliza ou morre. Uma igreja que não evangeliza não pode ser evangélica. A igreja é uma agência missionária ou um campo missionário.
Há uma recompensa para os ganhadores de alma: “… os que a muitos conduzirem à justiça, resplandecerão como as estrelas sempre e eternamente” (Dn 12:3).
III. A MALDIÇÃO DE SER UM FALSO MINISTRO – v. 8-9
1. Um falso ministro não anda com Deus em fidelidade – v. 8,9
“Mas vós vos tendes desviado do caminho [...] violastes a aliança de Levi [...] visto que não guardastes os meus caminhos”.
Há um declínio vocacional. O fracasso tinha seu início na vida pessoal dos sacerdotes. Tinham vidas indignas e ensinos errados. Sua vida não é pautada pela verdade. Sua conduta é incompatível com o seu ministério. Sua vida reprova o seu trabalho. Há um abismo entre o que ele se propõe a fazer e o que ele vive.
Estamos vivendo uma crise moral na liderança evangélica brasileira: pastores caindo em adultério, pastores abandonando a sã doutrina, escândalos de toda sorte irrompendo dentro das igrejas.
2. Um falso ministro perverte o ensino da Palavra de Deus – v. 8
“Violastes a aliança de Levi… E por vossa instrução, tendes feito tropeçar a muitos”.
Os sacerdotes tentaram obter popularidade mudando a lei de Deus. Eles bandearam para o pragmatismo. A teologia está errada e a vida está errada. Quando os ministros deixam de lado a sã doutrina, a vida deles se corrompe. A impiedade leva à perversão. A heresia sempre desemboca em imoralidade.
Oh! quantos desvios doutrinários hoje! Quantos abusos contra a santa Palavra de Deus. O povo de Deus está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento. Há lobos travestidos de pastores. Muitos hoje estão vendendo a graça de Deus. A igreja passou a ser uma empresa particular, o evangelho um produto, o púlpito um balcão, os crentes consumidores.
Há morte na panela nos seminários, nos púlpitos, nos livros, nas músicas.
3. Um falso ministro é pernicioso em seu ensino e exemplo – v. 8
“… e por vossa instrução, tendes feito tropeçar a muitos”.
Os sacerdotes não somente falharam em ensinar o povo a guardar a lei, mas eles ensinaram o povo, pelo mau exemplo, a desobedecer a lei.
Em vez de andar na luz, anunciar a verdade, os falsos ministros torcem a Palavra de Deus, ensinam o erro, e desviam as pessoas de Deus, em vez de levá-las ao conhecimento de Cristo.
Em vez de serem ministros da reconciliação, são pedra de tropeço. Em vez de bênção, são maldição.
Jesus denunciou os fariseus pelo seu proselitismo apóstata (Mt 23:13-15). Não podemos separar mensagem de vida.
4. Um falso ministro é parcial na aplicação da lei – v. 9
“… e vos mostrastes parciais no aplicardes a lei”.
A igreja não pode advertir uns e cortejar outros. Os sacerdotes, às vezes, exerciam funções judiciais (Dt 17:9-11). Os juízes não deviam demonstrar parcialidade com ricos nem com pobres (Lv 19:15).
Um falso ministro não é regido pela verdade, mas pela conveniência. Ele nunca busca honrar a Deus, mas ganhar o aplauso dos homens. Ele não visa a glória de Deus, mas o lucro. Ele tem dois pesos e duas medidas. Ele favorece uns e penaliza outros. Sua consciência não é cativa da verdade.
A Bíblia nos exorta a não fazermos acepção de pessoas.
5. Um falso ministro será desacreditado em público – v. 9
“Por isso também eu vos fiz desprezíveis e indignos diante de todo o povo…”.
Deus não honra aqueles que não o honram. Aqueles que são líderes terão um julgamento mais severo. O líder será apanhado pelas próprias cordas do seu pecado. Quem zomba do pecado é louco.
Os falsos ministros serão expostos ao vexame, ao opróbrio público e serão banidos do ministério.
CONCLUSÃO
1. O perigo da liderança violar a aliança do Senhor
Os sacerdotes violaram a aliança do sacerdócio por três razões: Primeiro, desobediência à Palavra de Deus; segundo, corrupção no ensino da Palavra de Deus; terceiro, parcialidade no aplicar a Palavra de Deus.
Os sacerdotes cometeram dois graves erros: Primeiro, deixaram de andar com Deus; segundo, quiseram lisonjear os homens.
Os sacerdotes não podem pecar sozinhos nem cair sozinhos. Eles sempre arrastam outros consigo.
Se uma pessoa se recusa a ser ensinada pelo preceito, será ensinada pelo julgamento (v. 3,4).
Opróbrio público é o destino de todo líder infiel.
2. A oportunidade da liderança ser uma bênção nas mãos do Senhor
Se nós esperamos de Deus bênçãos, devemos dar a ele obediência (v. 5).
Um verdadeiro ministro usualmente terá a alegria de levar outros a Cristo (v. 6,7).
 
Escrito por: Hernandes D.L.
Em Cristo Jesus
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