sexta-feira, 26 de julho de 2013

Os dons espirituais,dádivas de Deus à igreja


Os dons espirituais,dádivas de Deus à igreja


Os dons espirituais são uma dádiva de Deus à sua igreja. Dádivas do Pai (1Co 12.6), dádivas do Filho (1Co 12.5) e dádivas do Espírito Santo (1Co 12.7). Os dons espirituais são uma capacitação especial para o desempenho de um serviço ou ministério. Não há nenhum membro do corpo de Cristo sem dons e nenhum membro do corpo possui todos os dons. Os dons espirituais não são distribuídos pela igreja, mas pelo Espírito Santo, conforme sua vontade e seus propósitos soberanos (1Co 12.11). O apóstolo Paulo usou quatro verbos-chaves que ilustram a soberania de Deus na distribuição dos dons espirituais. O Espírito Santo distribui (1Co 12.11), Deus dispõe (1Co 12.18), Deus coordena (1Co 12.24) e Deus estabelece (1Co 12.28). Do começo ao fim Deus está no controle. É Deus quem estabelece o corpo e quem coloca cada membro do corpo e distribui cada dom a cada pessoa conforme o seu propósito e soberana vontade. Do começo ao fim Deus está no controle. É isso que Paulo ensina à igreja. O propósito dos dons, portanto, não é para a exaltação de quem o exerce, mas para o serviço aos demais membros do corpo e tudo para a glória de Deus.

Quando Paulo fala da mutualidade do corpo, exorta a igreja sobre quatro questões importantes:

Em primeiro lugar, o perigo do complexo da inferioridade. Paulo escreve: “Se disser o pé: porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser” (1Co 12.15,16). Quando alguém reclama de não ter este ou aquele dom espiritual, está questionando a sabedoria de Deus. Isso é questionar a unidade do corpo. Nenhum membro da igreja deve se comparar nem se contrastar com outro membro da igreja. Você é único. Você é singular no corpo. Deus colocou você no corpo como lhe aprouve.

Em segundo lugar, o perigo do complexo de superioridade. O apóstolo Paulo afirma: “Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (1Co 12.21,22). A igreja de Deus não tem espaço para disputa de prestígio. A igreja não é uma feira de vaidades. Nenhum membro da igreja pode envaidecer-se pelos dons que recebeu, pois tudo que temos, recebemos de Deus e ninguém pode vangloriar-se por aquilo que recebeu (1Co 4.7).

Em terceiro lugar, a necessidade da mútua cooperação. Paulo ainda prossegue em seu argumento: “Para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros” (1Co 12.25). A igreja é como uma família. Na igreja cada um está buscando meios e formas de cooperar, de ajudar, de abençoar, de enlevar, de edificar a todos. O propósito do dom é para que não haja divisão no corpo. Você não está competindo nem disputando com ninguém na igreja, mas cooperando.

Em quarto lugar, a necessidade de empatia na alegria e na tristeza. Paulo escreve: “De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1 Co 12.26). A psicologia revela que é mais fácil chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram. São poucas as pessoas que têm a capacidade de celebrar a vitória do outro. Precisamos aprender a ter empatia, a sofrer com os que sofrem e a nos alegrarmos com os que se alegram. Não estamos num campeonato dentro da igreja disputando quem é o mais talentoso, o mais dotado, o mais espiritual. Somos uma família, somos um corpo. Devemos celebrar as vitórias uns dos outros e chorar as tristezas uns dos outros.

 

Por:Hernandes Dias Lope

Palavra da Verdade

sábado, 8 de junho de 2013

Ministro,Bênção ou Maldição!

Ministro, bênção ou maldição
Referência: Malaquias 2.1-9
INTRODUÇÃO
1. A obediência produz bênção, enquanto a desobediência acarreta maldição – Dt 28:2,15
A desobediência de Israel foi a causa do exílio na Babilônia (Dt 28:64-67). Com a volta do cativeiro, a monarquia não é mais restaurada. Israel deixa de ser uma nação política e se torna um rebanho religioso. Nesse contexto, o sacerdote é a figura principal. Ele também exercia o ministério docente e profético (Ne 8:1-8).
Agora, Deus está advertindo novamente sobre a maldição. Estava sendo provocada pelos sacerdotes (2:2). Ela veio e Israel ficou mais 400 anos sem voz profética, mergulhado em profundas angústias. A ausência de profetas foi um duro golpe em Israel e se tornou um marco histórico dolorido, uma verdadeira calamidade.
2. A liderança espiritual nunca é neutra, ela é uma bênção ou uma maldição
O desvio do povo começou na sua liderança. Primeiro os sacerdotes se corromperam, desprezando o nome de Deus, depois o povo começou a trazer animais cegos, coxos, doentes, dilacerados para Deus.
Quando os líderes não honram a Deus, o povo se desvia. O profeta Oséias já alertara em nome de Deus: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento…” (Os 4:6).
I. AS BÊNÇÃOS MINISTERIAIS TRANSFORMADAS EM MALDIÇÃO – v. 1-4
1. A natureza da maldição sobre as bênçãos
a) A maldição cai sobre os próprios ministros (v. 2) – “…enviarei sobre vós a maldição”. Isto é o reverso da promessa original para a obediência: “eu enviarei minha bênção sobre ti”.
b) A maldição cai sobre as próprias bênçãos dadas pelos ministros (v. 2) – “…e amaldiçoarei as vossas bênçãos”. Deus não diz: eu vou enviar a maldição em vez de bênção. Ele diz: eu vou amaldiçoar as vossas próprias bênçãos. Quando os sacerdotes levantavam as mãos para abençoar (Nm 6:24-26), em vez de receber bênção, o povo recebia maldição.
2. A razão da maldição sobre as bênçãos
a) Porque os ministros negligenciaram a Palavra de Deus (v. 2) – “Se o não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração…”. Esse oráculo foi endereçado especificamente aos líderes (2:1). A palavra hebraica miswa indica que não se pode recorrer do castigo que será pronunciado. Deus está enviando uma sentença irrecorrível, porque os pregadores relaxaram em instruir o seu povo na Palavra. Os homens que deviam ensinar a Palavra de Deus não estavam fazendo isso adequadamente. Hoje, há igrejas cujos pastores são desencorajados a estudar, por acharem que isso é carnalidade. Devem abrir a Bíblia ao acaso e o que saltar aos olhos do pregador é o que se deve pregar. Depois, ainda dizem: “Foi o Senhor que mandou”. Os pecados do líder são os mestres do pecado. Se ele despreza a Palavra de Deus, é instrumento de maldição e morte e não de bênção e vida.
b) Porque os ministros desprezaram o nome de Deus (v. 2) – “… se não propuserdes dar honra ao meu nome”. Honrar significa “dar peso, mostrar atenção, considerar como importante”. O nome de Deus estava sendo desonrado pela vida dos ministros, pelas ofertas trazidas à sua casa, pela falta de fervor espiritual do povo. Quem não vive para a glória de Deus, vive de forma vã. Os pregadores não apenas negligenciaram a Palavra, mas também não a colocaram em prática.
3. As implicações da maldição sobre as bênçãos
a) Uma descendência reprovada (v. 3) – “Eis que vos reprovarei a descendência…”. A palavra descendência no hebraico é semente. Assim, essa expressão foi interpretada de duas maneiras: 1) Pode ser que as colheitas serão fracas – fazendo os dízimos e ofertas diminuírem. Corta o sustento dos sacerdotes; 2) Pode significar a posteridade – Uma diminuição contínua de pessoas e colheitas era o julgamento de Deus.
b) Uma liderança desonrada (v. 3) – “… atirarei excremento aos vossos rostos, excremento dos vossos sacrifícios”. Como eles trouxeram o pior para Deus, agora eles recebem o pior de Deus. Como eles afrontaram a Deus, agora são desonrados por Deus. Jogar algo no rosto de uma pessoa era uma ofensa muito grave. Deus envergonha publicamente os sacerdotes.
c) Uma liderança rejeitada (v. 3) – “… e para junto deste sereis levados”. O excremento dos sacrifícios devia ser levado para fora do arraial e queimado (Ex 29:14; Lv 4:11). Para Deus os que ofereciam sacrifícios sem valor eram tão revoltantes que eles e seus sacrifícios deveriam acabar no depósito de esterco, longe da presença de Deus. Os sacerdotes seriam tirados do templo e seriam lançados numa montanha de excremento. Os sacerdotes seriam depostos. Eles não continuariam no ministério. Eles seriam rejeitados por Deus. Exemplo: Belsazar.
d) Uma liderança que só atenta para Deus quando é tarde demais (v. 4) – “Então sabereis que eu vos enviei este mandamento…”. Muitos ministros, muitos líderes vão continuar desonrando a Deus, desprezando a Palavra de Deus até serem apanhados e envergonhados em público.
II. A BÊNÇÃO DE SER UM VERDADEIRO MINISTRO – v. 5-7
1. Um verdadeiro ministro mantém um profundo relacionamento com Deus – v. 5,6
“…com efeito ele me temeu, e tremeu por causa do meu nome… andou comigo em paz e em retidão”.
Andar com Deus é mais importante do que trabalhar para Deus. Deus é mais importante que a sua obra. Jesus chamou os doze apóstolos para estarem com ele, só, então, os enviou a pregar.
Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que nós fazemos. Ele não quer ativismo vazio, ele quer vida no altar.
2. Um verdadeiro ministro é incorruptível na doutrina – v. 6
“A verdadeira instrução esteve em sua boca”.
Há uma profunda conexão entre o que o homem fala e o que homem é (Sl 15:2; Pv 18:4; Mt 12:33-37; Lc 6:45. Tg 1:26; 3:1-12).
Um ministro que sonega a Palavra de Deus ao povo, que torce a Palavra de Deus e diz ao povo o que Deus não está dizendo, é um falso ministro, um falso profeta.
Hoje estamos vendo a igreja evangélica em profunda crise. Há desvios sérios: 1) Liberalismo; 2) Sincretismo; 3) Pragmatismo; 4) Ortodoxia morta.
O apóstolo diz: “… No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (Tt 2:7,8).
3. Um verdadeiro ministro é estudioso e proclamador da Palavra de Deus – v. 7
“Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque é mensageiro do Senhor dos Exércitos”.
Há muitos ministros preguiçosos, que não estudam a Palavra. Dão palha, em vez de pão ao rebanho. Alimentam o povo de Deus com o refugo das ideias humanas, em vez de apresentar-lhes o banquete rico das iguarias de Deus.
Outros ministros perderam a paixão pela proclamação da Palavra de Deus. Precisamos resgatar o entusiasmo pela pregação da Palavra de Deus. Somos mensageiros de Deus! A única forma de vermos uma nova reforma na Igreja é uma volta à Palavra, a pregação fiel da Palavra!
4. Um verdadeiro ministro é um ganhador de almas – v. 6
“… e da iniquidade apartou a muitos”. O verdadeiro ministro é bem-sucedido em seu trabalho. A Bíblia diz que um planta, outro rega. A uns Deus usa para evangelizar; a outros Deus usa para edificar os salvos.
Precisamos reacender em nosso coração a paixão pela evangelização. A igreja não vive para si mesma. A igreja evangeliza ou morre. Uma igreja que não evangeliza não pode ser evangélica. A igreja é uma agência missionária ou um campo missionário.
Há uma recompensa para os ganhadores de alma: “… os que a muitos conduzirem à justiça, resplandecerão como as estrelas sempre e eternamente” (Dn 12:3).
III. A MALDIÇÃO DE SER UM FALSO MINISTRO – v. 8-9
1. Um falso ministro não anda com Deus em fidelidade – v. 8,9
“Mas vós vos tendes desviado do caminho [...] violastes a aliança de Levi [...] visto que não guardastes os meus caminhos”.
Há um declínio vocacional. O fracasso tinha seu início na vida pessoal dos sacerdotes. Tinham vidas indignas e ensinos errados. Sua vida não é pautada pela verdade. Sua conduta é incompatível com o seu ministério. Sua vida reprova o seu trabalho. Há um abismo entre o que ele se propõe a fazer e o que ele vive.
Estamos vivendo uma crise moral na liderança evangélica brasileira: pastores caindo em adultério, pastores abandonando a sã doutrina, escândalos de toda sorte irrompendo dentro das igrejas.
2. Um falso ministro perverte o ensino da Palavra de Deus – v. 8
“Violastes a aliança de Levi… E por vossa instrução, tendes feito tropeçar a muitos”.
Os sacerdotes tentaram obter popularidade mudando a lei de Deus. Eles bandearam para o pragmatismo. A teologia está errada e a vida está errada. Quando os ministros deixam de lado a sã doutrina, a vida deles se corrompe. A impiedade leva à perversão. A heresia sempre desemboca em imoralidade.
Oh! quantos desvios doutrinários hoje! Quantos abusos contra a santa Palavra de Deus. O povo de Deus está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento. Há lobos travestidos de pastores. Muitos hoje estão vendendo a graça de Deus. A igreja passou a ser uma empresa particular, o evangelho um produto, o púlpito um balcão, os crentes consumidores.
Há morte na panela nos seminários, nos púlpitos, nos livros, nas músicas.
3. Um falso ministro é pernicioso em seu ensino e exemplo – v. 8
“… e por vossa instrução, tendes feito tropeçar a muitos”.
Os sacerdotes não somente falharam em ensinar o povo a guardar a lei, mas eles ensinaram o povo, pelo mau exemplo, a desobedecer a lei.
Em vez de andar na luz, anunciar a verdade, os falsos ministros torcem a Palavra de Deus, ensinam o erro, e desviam as pessoas de Deus, em vez de levá-las ao conhecimento de Cristo.
Em vez de serem ministros da reconciliação, são pedra de tropeço. Em vez de bênção, são maldição.
Jesus denunciou os fariseus pelo seu proselitismo apóstata (Mt 23:13-15). Não podemos separar mensagem de vida.
4. Um falso ministro é parcial na aplicação da lei – v. 9
“… e vos mostrastes parciais no aplicardes a lei”.
A igreja não pode advertir uns e cortejar outros. Os sacerdotes, às vezes, exerciam funções judiciais (Dt 17:9-11). Os juízes não deviam demonstrar parcialidade com ricos nem com pobres (Lv 19:15).
Um falso ministro não é regido pela verdade, mas pela conveniência. Ele nunca busca honrar a Deus, mas ganhar o aplauso dos homens. Ele não visa a glória de Deus, mas o lucro. Ele tem dois pesos e duas medidas. Ele favorece uns e penaliza outros. Sua consciência não é cativa da verdade.
A Bíblia nos exorta a não fazermos acepção de pessoas.
5. Um falso ministro será desacreditado em público – v. 9
“Por isso também eu vos fiz desprezíveis e indignos diante de todo o povo…”.
Deus não honra aqueles que não o honram. Aqueles que são líderes terão um julgamento mais severo. O líder será apanhado pelas próprias cordas do seu pecado. Quem zomba do pecado é louco.
Os falsos ministros serão expostos ao vexame, ao opróbrio público e serão banidos do ministério.
CONCLUSÃO
1. O perigo da liderança violar a aliança do Senhor
Os sacerdotes violaram a aliança do sacerdócio por três razões: Primeiro, desobediência à Palavra de Deus; segundo, corrupção no ensino da Palavra de Deus; terceiro, parcialidade no aplicar a Palavra de Deus.
Os sacerdotes cometeram dois graves erros: Primeiro, deixaram de andar com Deus; segundo, quiseram lisonjear os homens.
Os sacerdotes não podem pecar sozinhos nem cair sozinhos. Eles sempre arrastam outros consigo.
Se uma pessoa se recusa a ser ensinada pelo preceito, será ensinada pelo julgamento (v. 3,4).
Opróbrio público é o destino de todo líder infiel.
2. A oportunidade da liderança ser uma bênção nas mãos do Senhor
Se nós esperamos de Deus bênçãos, devemos dar a ele obediência (v. 5).
Um verdadeiro ministro usualmente terá a alegria de levar outros a Cristo (v. 6,7).
 
Escrito por: Hernandes D.L.
Em Cristo Jesus
Kleber Santos


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Minhas reflexões

De uma coisa eu tenho certeza,eu sou responsavel pelos meus pecados.e tenho a plena convicção que a minha salvação depende totalmente de Deus.nada posso fazer,à não ser que eu receba o don do alto para que eu possa crer pela fé e se arrepender para receber o perdão dos meus pecados.

Em Cristo Jesus
Kleber Santos

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Socorro meu DEUS!!!! Benny Hinn voltou....


Bom, falar sobre o "Benny" é muito controvertido. Por que ?, por que esse homem que por muitos tem ele como um ser sobrenatural, não conseguem distinguir o que é santo e o que profano.
Se tratando do seu ministério, É o ministério mais recheado de heresia que já surgiu no mundo e na historia da igreja.
Tudo o que você possa imaginar de distorção bíblica nas mensagem de “HINN” acontece e em seu ministério.

Não vou me prolongar, mais fica a seu critério ir ou não ir.

Em Cristo Jesus
Kleber Santos


domingo, 27 de janeiro de 2013

Exclusivo:2ª Lição da CPAD - Ano-2013 - 2ºtrimestre

A FAMÍLIA CRISTÃ NO SÉCULO XXI:
PROTEGENDO SEU LAR DOS ATAQUES DO INIMIGO
(Tema da Lição Bíblica CPAD do 2º Trimestre 2013)


Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Temas Semanais:

1 - Família, Criação de Deus

2 - O Casamento Bíblico
3 - As Bases do Casamento Cristão
4 - A Família Sob Ataque
5 - Conflitos na Família
6 - A Infidelidade Conjugal
7 - O Divórcio
8 - A Educação Cristã, Responsabilidade dos Pais
9 - A Família e a Sexualidade
10 - A Necessidade e a Urgência do Culto Doméstico
11 - A Família e a Escola Dominical
12 - A Família e a Igreja
13 - Eu e minha Casa Serviremos ao Senhor

Fonte: CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

domingo, 9 de dezembro de 2012

Você já nasceu de novo?

Você já nasceu de novo?
Esta é uma das questões mais importantes do cristianismo. Jesus mesmo disse: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3).
Não é suficiente responder: “Eu pertenço a uma igreja cristã; portanto, suponho que já nasci de novo”. Milhões de cristãos nominais não manifestam nenhuma das características e sinais de serem pessoas nascidas de novo, os sinais e características que as Escrituras nos apresentam.
Você gostaria de conhecer as marcas distintivas e as características de alguém que nasceu de novo? Preste atenção; eu as mostrarei utilizando a Primeira Carta de João.
Primeiramente, João afirma:

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado… todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado” (1 Jo 3.9; 5.18).
Uma pessoa nascida de novo, ou seja, regenerada, não comete o pecado como um hábito. Não peca mais com seu coração, sua vontade e toda a sua inclinação natural, como o faz a pessoa não-regenerada. Havia um tempo em que ela não se preocupava com o fato de que suas atitudes eram pecaminosas ou não, um tempo em que não se entristecia após fazer o mal. Não havia qualquer luta entre ela e o pecado; eram amigos. Agora a pessoa nascida de novo odeia o pecado, foge dele, combate-o, considera-o sua maior praga, geme sob o fardo da presença dele em seu ser, lamenta quando cai diante da influência do pecado e deseja intensamente ser completamente liberta dele. Em resumo, o pecado não lhe causa mais satisfação, tampouco é algo para o que ela se mostra indiferente. O pecado tornou-se para a pessoa nascida de novo uma coisa abominável, que ela detesta. Ela não pode evitar a presença do pecado. Se disser que não tem pecado, não haverá verdade em suas palavras (1 Jo 1.8). Mas a pessoa regenerada pode afirmar com sinceridade que odeia o pecado e que o grande desejo de sua alma é não mais cometê-lo, de maneira alguma. O indivíduo regenerado sabe, conforme o disse Tiago, que “todos tropeçamos em muitas coisas” (Tg 3.2). Todavia, ele pode afirmar com sinceridade, diante de Deus, que tais coisas lhe causam tristeza e aflição diariamente e que toda a sua natureza não as aprova.
Apresentei-lhe esta característica da pessoa nascida de novo. O que o apóstolo João falou aplica-se à sua vida? Você já nasceu de novo?
Em segundo, João afirma:

“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1 Jo 5.1).
Uma pessoa nascida de novo, ou seja, regenerada, crê que Jesus Cristo é o único Salvador por intermédio de quem sua alma pode ser perdoada; crê que Ele é o ser divino que Deus, o Pai, designou para este propósito e que, além dele, não existe outro Salvador. Em si mesmo, o indivíduo regenerado não vê nada, exceto indignidade; mas em Cristo a pessoa nascida de novo contempla o fundamento para a mais plena confiança e, confiando nEle, ela crê que seus pecados foram todos perdoados. A pessoa regenerada crê que, por causa da obra e da morte de Cristo consumada na cruz, é considerada justa aos olhos de Deus e pode aguardar a morte e o juízo sem ficar alarmada. Ela pode ter suas dúvidas e temores. Às vezes, ela nos revelará seus sentimentos como alguém que não possui a verdadeira fé. Mas, perguntemos-lhe se suas esperanças de vida eterna estão fundamentadas em sua própria bondade, suas realizações, suas orações, seu ministério, sua igreja, observemos o que ela responderá. Pergunte-lhe se ela abandonará a Cristo e colocará sua confiança em qualquer outro caminho. Esse indivíduo responderá que, embora esteja realmente sentindo-se fraco e mau, ele não desistirá de Cristo, em troca de todo este mundo. Dirá que em Cristo encontra preciosidade e doçura para sua alma, uma preciosidade e doçura que não pode ser encontrada em nenhuma outra pessoa, e que, portanto, ele tem de se apegar a Cristo.
Apresentei-lhe esta característica da pessoa nascida de novo. O que o apóstolo João falou aplica-se à sua vida? Você já nasceu de novo?
Em terceiro, João afirma:

“Todo aquele que pratica a justiça é nascido dele” (1 Jo 2.29).
A pessoa nascida de novo, ou seja, regenerada, vive em santidade. Esforça-se para viver de acordo com a vontade de Deus, praticar aquilo que O agrada e evitar aquilo que Ele odeia. O objetivo e desejo da pessoa regenerada é amar a Deus, com todo o seu coração, alma, entendimento e força, e amar o seu próximo como a si mesmo. O regenerado deseja estar continuamente olhando para Jesus como seu exemplo, bem como seu Salvador, e demonstrar que é amigo dEle por praticar aquilo que Ele ordena. Sem dúvida, o indivíduo regenerado não é perfeito. Ele mesmo dirá isso, mais rápido do que qualquer outra pessoa. Ele geme sob o fardo da corrupção íntima que o aflige. A pessoa nascida de novo

encontra em seu íntimo um princípio mau que constantemente luta contra a graça, procurando afastá-la de Deus. Mas o regenerado não concorda com este princípio, embora não possa evitar sua presença. Apesar de todas as suas falhas, a santidade é a inclinação e a propensão normal de seu ser — suas realizações, seus interesses e seus hábitos são santos. Apesar de todos os seus balanços e viradas, assim como um navio lutando contra um vento contrário, o curso geral de sua vida tem apenas uma direção — por Deus e para Deus. E, embora ele às vezes sinta-se tão abatido, a ponto de questionar se é realmente um cristão, ele sempre será capaz de afirmar, assim como John Newton: “Não sou o que deveria ser; não sou o que espero ser no mundo por vir, mas, apesar disso, não sou mais o que costumava ser e, pela graça de Deus, sou o que sou”.
Apresentei-lhe esta característica da pessoa nascida de novo. O que o apóstolo João falou aplica-se à sua vida? Você já nasceu de novo?
Em quarto, João afirma:

“Sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos” (1 Jo 3.14).
Uma pessoa nascida de novo, ou seja, regenerada, tem um amor especial por todos os discípulos de Cristo. Assim como seu Pai, que está no céu, o indivíduo regenerado ama todos os homens com um grande amor geral, mas possui um amor especial por aqueles que têm o mesmo entendimento dele. Assim como seu

Senhor e Salvador, o regenerado ama os piores pecadores e pode até chorar por eles; mas ele tem um amor especial por aqueles que são crentes. A pessoa nascida de novo nunca se sente tão feliz quanto ao estar entre os santos e os excelentes da terra. Outros talvez valorizem a cultura, a esperteza, a riqueza ou a posição na sociedade em que vivem. O homem regenerado valoriza a graça de Deus. Aqueles que mais desfrutam da graça divina e mais se assemelham a Cristo, são estes os que o regenerado ama com mais intensidade. Ele percebe que tais pessoas, assim como ele, são membros da mesma família; sente que são soldados do mesmo exército, companheiros de jornada, viajando pelo mesmo caminho. O indivíduo regenerado entende tais pessoas, e elas o compreendem. O regenerado e tais pessoas talvez sejam diferentes em vários aspectos — nacionalidade, posição social e bens. O que importa? Eles constituem o povo do Senhor Jesus Cristo. São filhos e filhas de Deus. Portanto, o regenerado não pode deixar de amá-los.

Apresentei-lhe esta característica da pessoa nascida de novo. O que o apóstolo João falou aplica-se à sua vida? Você já nasceu de novo?
Em quinto, João afirma:

“Todo o que é nascido de Deus vence o mundo” (1 Jo 5.4).
Uma pessoa nascida de novo, ou seja, regenerada, não torna a opinião do mundo seu padrão do que é certo ou errado. Ele não se preocupa em andar na direção contrária aos caminhos, opiniões e costumes do mundo. “O que os outros dirão?” não será uma questão importante para ele. O regenerado vence o amor ao mundo. Ele não encontra prazer nas coisas que muitos ao seu redor chamam de felicidade. A pessoa regenerada não pode alegrar-se nas alegrias das pessoas mundanas; tais alegrias a fatigam, ela as considera coisas vãs, inúteis e indignas de um ser mortal. O regenerado vence o temor do mundo. Ele se contenta em fazer muitas coisas desnecessárias no conceito de muitos que vivem ao seu redor. Estes zombam do regenerado, mas ele não se abala. As pessoas do mundo o ridicularizam, porém ele não desanima. A pessoa nascida de novo deseja muito receber louvor da parte de Deus e não dos homens. O regenerado receia ofender a Deus, mais do que ofender os homens. Ele já calculou o preço; a ofensa da parte dos homens é algo insignificante para o regenerado, não importando se ele será elogiado ou acusado. Ele não é mais um escravo da moda e dos costumes do mundo. Agradar o mundo é uma consideração secundária para o nascido de novo. Seu primeiro objetivo é agradar a Deus.

Apresentei-lhe esta característica da pessoa nascida de novo. O que o apóstolo falou aplica-se à sua vida? Você já nasceu de novo?
Em sexto, João afirma:

“O que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo” (1 Jo 5.18 - ARC).
Uma pessoa nascida de novo, ou seja, regenerada, é muito cuidadosa a respeito de sua própria alma. Ela se esforça não somente para manter-se limpa do pecado, mas também de tudo que possa induzi-la a praticá-lo. É cuidadosa a respeito de suas companhias. Sente que más conversações corrompem o coração e que é mais fácil apegarmo-nos ao mal do que ao bem. O nascido de novo é cuidadoso no que se refere ao uso de seu tempo; seu maior desejo é utilizá-lo com proveito. Também é cuidadoso a respeito das amizades que estabelece; para ele, não basta que as pessoas sejam bondosas, amáveis e moderadas. Tudo isto é muito bom, mas tais pessoas abençoarão a sua alma? O regenerado é cuidadoso a respeito de seu comportamento e hábitos cotidianos. Procura lembrar-se de que seu coração é enganoso, que o mundo está repleto de impiedade e que o diabo se esforça para prejudicá-lo. Portanto, a pessoa nascida de novo estará sempre em vigilância. Deseja viver como um soldado no campo do inimigo, estar continuamente vestido com sua armadura e preparada para as tentações. Descobre, por experiência própria, que sua alma está constantemente entre inimigos e estuda meios para ser uma pessoa de oração, vigilante e humilde.

Apresentei-lhe também esta característica da pessoa nascida de novo. O que o apóstolo falou aplica-se à sua vida? Você já nasceu de novo?
Estas são as seis grandes características de ser nascido de novo. Todos aqueles que leram até aqui devem considerá-las novamente com atenção e guardá-las em seu coração.
Sei que em muitas pessoas existe ampla diferença na profundidade e distinção dessas características. Em alguns essas características não podem ser facilmente distinguidas, visto que se manifestam com bastante fraqueza, imperfeição e obscuridade. Em outros, elas se evidenciam com tanto ímpeto, vivacidade, clareza e nitidez, que podem ser reconheci- das prontamente. Algumas dessas características são visíveis em certas pessoas; e outras características, mais visíveis em outras pessoas. Raramente acontece que todas essas características se manifestam na mesma pro- porção em uma única alma. É claro que concordamos com todos esses fatos.
No entanto, apesar de concordarmos com isso, aqui delineamos seis características de ser nascido de Deus. Um apóstolo inspirado escreveu uma carta geral à Igreja de Cristo, mostrando como é uma pessoa nascida de Deus: não vive na prática do pecado, crê que Jesus é o Cristo, pratica a justiça, ama seus irmãos, vence o mundo e conserva-se puro. Leitor, observe tudo isso.
Agora, o que diremos diante dessas coisas? O que elas dizem àqueles que advogam a doutrina de que regeneração consiste apenas na admissão aos privilégios exteriores da igreja? Posso chegar apenas a uma conclusão: somente são nascidas de novo as pessoas que manifestam essas seis marcas. Todos os homens e mulheres que não as possuem ainda não nasceram de novo. Declaro com ousadia que esta é a conclusão à qual o apóstolo desejava que chegássemos.

Leitor, você tem essas seis características? Você já nasceu de novo?
Ryle serviu por quase 40 anos como ministro do Evangelho. Foi um escritor prolífico, um pregador vigoroso e um pastor fiel. Muitas de suas obras têm sido reeditadas e servido como fonte de instrução e consolo para o povo de Deus. A Editora Fiel publicou algumas de suas obras em português: o clássico “Santidade”; “Uma palavra aos moços”; “Fé genuína” e os quatro volumes de meditações nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Fonte: http://www.editorafiel.com.br

Em Cristo Jesus
Kleber Santos

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nicodemos foi salvo?

Nicodemos foi salvo?
“Nicodemos” significa vitorioso sobre o povo; é o nome de um fariseu membro do Sinédrio, e príncipe dos judeus, que visitou Jesus, à noite (talvez por lhe ser mais con­veniente), por ocasião da Páscoa, quando também o Nazareno se encontrava em Je­rusalém. Registramos o advérbio talvez no período anterior, pelo fato de que se encon­travam na capital da Palestina judeus de todo o mundo, e o Filho de Deus aproveita­ra o ensejo para falar-lhes da vida eterna; não tendo o tempo necessário para dialo­gar com o componente do Sinédrio durante o dia.
Nicodemos tinha a convicção de que Jesus viera da parte de Deus, conforme de­clarou em João 3.2: “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque nin­guém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele”. Chegamos tam­bém à sublime conclusão de que Nicodemos não fora por conta própria manter o diálogo com o Nazareno, quando declara “sabemos”, significando ele e quem o en­viou, que pode ter sido um grupo de zelosos judeus que aguardavam a remissão de Is­rael por intermédio do Messias. Ele era o porta-voz daqueles que desejavam dirimir as suas dúvidas.
Causa estranheza a resposta de Nicodemos no versículo quatro: “Como pode um homem nascer, sendo velho? porventu­ra pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” No entanto, quando anali­samos a sua posição de fariseu e mestre em Israel, concluímos estar ele duvidando des­ta transformação, comparando Jeremias 13.23: “Pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? nesse caso, vós também podereis fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal”.
Jesus explicou-lhe, detalhadamente, o processo do novo nascimento, comparando-o ao fenômeno do vento: “assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai, assim é todo aquele que é nascido do Espírito”.
Nicodemos deixou bem claro que se convertera ao Evangelho, mesmo perten­cendo ao Sinédrio, quando interpelou em favor de Jesus, ao lhe chamarem de impostor: “Porventura condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conheci­mento do que faz?”, Jo 7.51.
Por ocasião da morte de Jesus, enquan­to os seus discípulos fugiam do compro­misso de sepultarem o corpo do Mestre com medo dos judeus, Nicodemos e José de Arimatéia, enfrentando o risco de per­der a própria vida, tiraram o corpo de Cris­to do madeiro, ungiram-no com unguento caríssimo e o sepultaram.
Após este ato de solidariedade e amor para com o Mestre, dizer que Nicodemos não foi salvo é mesmo que afirmar não ter o ladrão da cruz alcançado a misericórdia de Deus, quando Jesus lhe disse: “Em verda­de te digo que hoje estarás comigo no Pa­raíso”. E o malfeitor nada fez de bom que merecesse a salvação. Ele só contou com a benevolência de Jesus.

Em Cristo Jesus
Kleber Santos
Fonte: A Bíblia Responde, Ed. CPAD